Por mim estava aqui a dissertar sobre um dos maiores problemas psicológicos que me afectam "o síndrome bolacha Maria". Que interesse teria para o comum mortal, saber que odeio tudo o que a envolve, e que me incomoda profundamente o facto de alguém poder estar a trincar uma ao meu lado, ao ponto de sair na estação de metro anterior ao meu destino só para não presenciar tal acto animalesco e cruel.
Não me posso esquecer das inumeras vezes em que joguei à copa ou black jack com amigos a dinheiro, e nos meus melhores momentos, os adversários desdobravam-se em esforços para encontrar o tal pacote de bolachas que me colocaria fora-de-jogo. A bolacha Maria deverá ser sem dúvida um dos entraves ao desenvolvimento de um país, senão reparem que ela não existe em lado algum do planeta onde a qualidade de vida seja superior à nossa, e se existe foi levada pelos tugas que lá se instalaram.
A bolacha Maria pode mesmo estar profundamente ligada à idade das trevas, a época medieval, à igreja no seu profundo fanatismo inibidor de evolução e de abertura para outros campos de desenvolvimento que não o teologico e dogmático. A bolacha Maria também é assim, onde ela existe só há manteiga, ou doce, não há outras bolachas. Será coincidência o nome de Maria estar associado a ambas (igreja e bolachas)?
(as minhas avós nunca me perdoariam esta questão, mas elas sabem que as amo e nunca as esquecerei por essa razão acho que me desculpam).
Bom mas nada disto faria sentido se eu pudesse aqui escrever sobre outra ideia mais forte, mais sensivel à natureza humana que vos trouxesse algo de novo, mas como posso eu ficar triste com tal situação se nem sequer faço como outros que se encontram no mesmo ponto de desinspiração e aproveitam para se candidatar a chefes de governo ou deputados do nosso país?
Abaixo a bolacha Maria
Bolacha Torturadora
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