segunda-feira, abril 11, 2005

Pensar hoje como se fosse amanhã...

Adeus que me vou embora


Adeus que me vou embora
Adeus que me embora vou
Vou daqui prá minha terra
Que eu desta terra não sou

Tenho minha mãe à espera
Cansada de me esperar
Naquela encosta da serra
Vamos ser dois a chorar

À espera tenho o meu pai
Aos anos que não o vejo
O tempo que vai durar
O meu abraço o meu beijo

Vim solteiro e vou solteiro
Vou livre de coração
Se alguém me quiser prender
Já não vou dizer que não

Adeus que me vou embora
Adeus que me embora vou




Quem escreveu este poema, caso fosse vivo hoje, seria talvez um homem 20 anos à frente do que a maioria e 30 anos à frente dos que pensam hoje que vivem 20 à frente de todos nós.

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