terça-feira, junho 14, 2005

Não há tiros pro ar

Eu não dou tiros pro ar. Adoro que venham aqui ler o meu blog, algumas vezes penso ter feito alguém sorrir (e isso é fantástico, acreditem).
Mas o intuito deste blog sempre foi o de desabafar, escrever memórias e pensamentos, e nem sempre eles agradam a todos.

Quando escrevi o texto água e o azeite (um best-seller em países como Djibouti,Turquemenistão, Nauru e claro no rancho Neverland propriedade de Michael Jackson), sabia que poderia magoar alguém. O objectivo não foi obviamente esse, mas sim provocar em todos os que o leram um sentimento de revisão. Ver até que ponto poderiamos nós ter contribuído para uma situação como a que se viveu nestes ultimos tempos.

Claro que haverá sempre alguém que não vai gostar do que escrevo, há alguns que nem sequer gostam de mim, quanto mais ler o que escrevo. Mas esses pouco importam no momento, mais logo gritarei pelo seu cão ou apreciarei os seus lindos caracolinhos ao sol, mas também haverá mais e esses nunca me disseram nada por isso é-me indiferente o facto de não me poderem ver à frente (já falta pouco também).

Há uns dias atrás falava com um amigo de infância, sobre a ligação aos amigos que temos. Falámos das dinâmicas que surgem num grupo de amigos, e logo percebemos que os hábitos de junção, reunião e afecto entre os membros desse grupo dependem e muito da forma "habitual" com que estes se reúnem e criam os seus rituais.

O nosso ritual de grupo está a 4 dias de acabar, depois será muito mais dificil de encontrar outro que englobe um tão grande número de pessoas.
A pergunta que eu deixo no ar, só para mais uma vez avaliar se fui justo na minha critíca ou não é:
Quantos de nós vão ser capazes de encontrar um novo motivo que nos reúna pelo menos de vez em quando?
Quantos irão com uma ansiedade ter com os seus amigos de faculdade?
E quantos vão preferir ficar com os outros amigos de outras ocasiões, ou ficar a ver o 24 ou a novela ou qualquer outro programa mais rotineiro?
Quantos?

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