"Os portugueses têm sido muito pacientes face ao significativo empobrecimento que sofreram nos últimos anos", considera Carlos Pereira da Silva, professor catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão... in Diário de Noticias de hoje 6/6/05.
Pacientes o caraças, os portugueses são é quase todos estupidos. Neste país contestar o poder é ser-se comuna. A maioria dos labregos que habitam este pedaço de terra acham que ter um telemóvel, uma casa que nunca irá valer o que por ela pagam durante a vida inteira, um automóvel que lhes leva metade do ordenado é ter qualidade de vida.
Se em quatro anos perdemos 15 % dos trocos que temos na algibeira, e tudo em prol de um sacrificio patriótico que resultou em rigorosamente nada, como é que estes pulhas de merda querem que agora voltemos a sacrificar as poucas joias que temos para mais um designio tuga?
Sabe-se agora que a ADSE e todos os seus subregimes vão passar para o regime geral, isto é, todos os desgraçados que descontam para o seu regime especial, vão agora pro geral. Fala-se até na ADME que é a ADSE dos militares, aí é que a coisa ganha contornos já um pouco perigosos.
Muita gente acha que a revolução de Abril de 1974 deu-se porque a esquerda apoiada em França, ganhou uma voz reinvidicativa que era impossivel silenciar, formando uma onda revolucionária que acabaria ao som de Grândola Vila Morena por destituir Marcelo Caetano. Nada me parece mais romântico que esta tese, mas vendo com olhos de ver, não me parece que o Mário Soares, ou o Almeida Santos, ou o idiota filho-da-puta do Durão Barroso pudessem algum dia avançar sobre Lisboa sem o apoio dos militares.
Hoje em dia a situação está ao rubro novamente, parece-me que os srs. que na quinta da marinha amontoam os seus carros de luxo, os seus health clubs, os seus lucros de fugas aos impostos , urbanismo selvagem, reformas acumuladas (essa nova moda), desvios e compadrios não se apercebem, mas já há muita gente preparada para abdicar desta sonolência idiótica e passar à acção.
Tenho uma leve esperança que este governo mexa nos direitos dos militares, que lhes tire algo que de facto os enfureça, que os obrigue a agir. Não pretendo eu um regime militarista, nem ditatorial, mas uma limpeza geral a esta vergonha a que chegámos.
Esta semana ouvi o palhaço do Belmiro de Azevedo dizer que ter um emprego não é um direito é um privilégio, e que se as pessoas não lutam por esse privilégio então não têm direito ao mesmo. Lutar para o sr. Belmiro, pelo que já soube das normas do seu hipermercado Continente equivale a : se chegar 5 mins atrasado ao seu trabalho pode voltar para casa que este dia é contabilizado com uma falta injustificada.
Que merda de tolerância é esta? Se uma pessoa tiver um furo, apanhar um acidente, está tramada.
Eu também tenho um recado para si sr. Belmiro, se um dia tiver a hipotese fique a saber que os seus negócios são um privilégio e que se você não vier lutar por eles eu levo-lhe uns quantos, seu palhaço do caralho.
Estes gajos não perderam 15% da sua riqueza de certeza, pelo que tenho visto nunca enriqueceram tanto como nos ultimos anos de crise. O que me assusta é que muitos dos portugueses com a minha idade com estudos superiores acha tudo isto normal, têm a eterna esperança de largar o barco dos coitadinhos, ser gerentes de uma das dependências desses grandes grupos económico-fodilhões de tudo e todos, e defendem que quanto menos direitos tivermos melhor, quanto mais enrabados mais ricos estamos, neste país que pelos vistos está à venda num leilão perto de si.
Pró caralho a todos os filhos da puta que se estão a marimbar pro futuro de todos os portugueses, patriotas do olho do cu. Paulinhos das Feiras, Durão Manhoso, José Infante Sócrates, Chico Louças, Cassetes vermelhas, todos com tachos e a palrar mas a única coisa que nos fazem é gamar e envergonhar.
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