Agora mais do que nunca percebo o quão se pode crescer vivendo fora de casa dos pais.
Não quero com isto dizer que viver fora de casa dos pais torna automaticamente uma pessoa mais madura, ou até uma pessoa melhor. Na minha opinião, viver fora de casa pode ser encarado pela pessoa que experencía esse momento de duas formas.
Ou reproduzimos a vida que levavamos em casa, isto é cozinha-se mais, lava-se mais a louça (não há dinheiro pra máquina de lavar), vai-se mais vezes às compras, etc.
Ou vivemos a nossa casa. Convida-se uns amigos, conversa-se, bebe-se um chá fuma-se um cigarro, trocam-se informações sobre as coisas mais normais do dia-a-dia, e planeia-se os programas pra depois em conjunto com alguns amigos.
Um dia jantamos em minha casa, no outro jantamos noutra casa, umas vezes juntos outras vezes sozinhos.
Claro que ninguém foge ao esquema de lavar roupa, lavar a cozinha, a casa de banho, tentar manter as coisas arrumadas, mas isso não significa que não se pode viver na casa, sujá-la, desarruma-la, e cagar nessas porcarias por umas horas de bom relaxe e boa vida.
Os momentos para nós são maiores, pensamos mais vezes nas opcções que fazemos ou que fizemos, mas sobre isso o blog não irá falar- já chega de problemas coitadinho...
Bom em suma estou feliz por ter tido a coragem de me lançar à aventura, estou a crescer aqui, e começo a ver o quão pequenino Portugal pode ser.
Hoje os problemas do passado são pequenos, a vontade de voltar a encontra-los também estou farto dos euromilhões e dos sabichões, dos que se foram e dos que se vão...
Sinto apenas e já é muita emoção, a falta dos que amo e dos que me amam, familia, namorada e amigos. Esses sim serão talvez um dia a maior razão pro meu regresso.
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