Eu nunca gostei muito da Igreja, talvez porque as primeiras vezes que fui lá, não fui obrigado, fui forçado.
Eu bem que queria passar os meus domingos de verão no tanque dos meus avós com os meus primos a chapinhar, mas a missa dava sempre cabo de tudo.
Eu fugia, eu escondia-me, mas sempre sobre a ameaça de não haver tanque nos dias que se seguissem, eu aparecia e lá ia à missa.
Não tenho saudades nenhumas da missa, mas tenho muitas saudades dos meus avós, que já seguiram o seu caminho, mas que comigo caminham todos os dias nas minhas palavras, no meu pensamento. Tenho muita sorte, porque um dia saberei exactamente o que fazer para ter o amor dos meus netos e a sua admiração.
Mas voltando à Igreja, não foi com espanto meu que apareceu um novo pápa vestido de desilusão. Se havia algo de positivo na Igreja era akele olhar meigo de João Paulo II. Era um homem que transmitia só sobre a sua figura amor, compreensão, e abertura qb (estamos a falar de uma organização caduca, que defende o não uso do preservativo quando milhões de seguidores morrem todos os anos vitímas desse flagelo ).
Aparece agora o Coronel Ratzinger, olhei para a cara do homem e juro-vos a primeira ideia que me assolou foi: " Foda-se os gajos elegeram o diabo".
Coronel Ratzinger ultrapassa a caratonha de Scolari, encosta a um canto Jerónimo de Sousa, e faz inclusivé ombro-a-ombro com a cara de Dick Cheney.
Fui investigar um pouco este rapaz e não é que o gajo ao contrário de Karol Woytila andou ligado ao regime nacional-socialista de Adolf Hitler. Era jovem dizem uns, mas a verdade é que este Pápa assumiu no Vaticano nada mais nada menos, que o cargo de manter mansas as novas tendências dentro da igreja, uma espécie de Inquisição do séc. XX e XI.
Bom desde já vos posso afirmar que o gajo tem cara de pedófilo, assassino, porco e benfiquista.
A Igreja definitivamente decidiu afastar do seu meio todos aqueles que pensam um pouco mais do que na repetição de ideias estabelecidas e comunicadas vezes sem conta.
Pró caralho ó Vaticano e nós a quem rezamos na agonia? Pensamos em quem no Coronel Ratzinger?
(atenção Ratzinger nunca foi coronel, apenas pertenceu a um género de mocidade portuguesa do regime Nazi).
quinta-feira, abril 21, 2005
É a ultima vez
Esta é a ultima vez que falo de politíca neste blog, mas é que é mesmo a ultima. Se eu não cumprir essa promessa peço-vos que coloquem uns comentários bem difamatórios sobre a minha pessoa.
Hoje enquanto lia calmamente uma revista, surgiu esta frase que espelha bem o que sinto sobre o actual CDS-PP.
"(...) O facto é que o conservador, centrista e respeitável CDS foi praticamente arrasado para sobre os seus escombros ser construído o direitista (por vezes radical), populista e demagógico PP."
José Carlos Vasconcelos, Visão, 21-04-2005
Hoje enquanto lia calmamente uma revista, surgiu esta frase que espelha bem o que sinto sobre o actual CDS-PP.
"(...) O facto é que o conservador, centrista e respeitável CDS foi praticamente arrasado para sobre os seus escombros ser construído o direitista (por vezes radical), populista e demagógico PP."
José Carlos Vasconcelos, Visão, 21-04-2005
Tem cuidado ó DROGADO
Esta segunda feira uns putos com a mania que são muita malucos foram apanhados com drogas na minha faculdade.
Como diz o ditado, vergonha não é roubar, vergonha é ser apanhado. Transpondo para este caso, eu estou-me borrifando para a droga que estes tipos consomem, mas ser-se apanhado é que não.
Como se não bastasse os idiotas fizeram o que mais abomino, fugiram às responsabilidades e com o aval da Pj (que ao detectar a agitação no autocarro onde estes se deslocavam nada fez ), colocaram as drogas que transportavam consigo nos lugares do autocarro onde os colegas supostamente se iam deslocar.
O resultado está à vista o cão dos maus entrou, cheirou e foi ver meninas que nem sequer fumam tabaco a ser interrogadas sobre a proviniência das pastilhas e de outras rodelas.
Qualquer tipo inteligente sabe que na viagem ao norte as pastilhas quanto muito serviriam para queimar o cérebro e subir o Bom-Jesus a correr, ambos são apelativos.
Espera-se agora por desenvolvimentos, desta rusga encomendada pela própria escola. De início até achei indecente a escola pedir tal controlo mas numa situação destas parace-me que os responsáveis por esta palhaçada devem ser fortemente punidos.
Na minha opinião mais grave que andar com drogas, muito mais grave que isso é tentar implicar terceiros inocentes e não assumir as suas responsabilidades.
Tão típico de muitos que aí vejo armados em alternativos, dreads e consumidores de drogas. São os que normalmente acham que mais ninguém percebe daquilo para além deles, são os que chamam caretos aos que não consomem, são os que vivem num submundo, mas na hora em que a bófia chegou, pensaram na mamã e no papá a dar-lhes uma bofetada e preferiram o caminho dos fraco de espirito.
Eu até agradeço por esta história não se ter passado comigo ou com alguém próximo de mim.
Na minha turma duvido e posso mesmo dizer que tenho a certeza que num caso destes as coisas não se passariam desta forma.
Se me visse envolvido nisto a minha primeira reacção era avisar quem fosse responsável pela façanha que teria 2 minutos para assumir o que é seu, e depois disso porrada para cima dele ou dela (neste caso o sexo é pouco importante, e eu nunca toquei numa rapariga em 25 anos.
Não há pior cenário que ser-se acusado ou suspeito de um acto que não cometemos, e isso é ainda mais grave quando induzido pelos pusilânimes responsaveis por tais actos. Espero que desta vez se faça uma justiça assertiva e dura.
TEM CUIDADO Ó DROGADO
Como diz o ditado, vergonha não é roubar, vergonha é ser apanhado. Transpondo para este caso, eu estou-me borrifando para a droga que estes tipos consomem, mas ser-se apanhado é que não.
Como se não bastasse os idiotas fizeram o que mais abomino, fugiram às responsabilidades e com o aval da Pj (que ao detectar a agitação no autocarro onde estes se deslocavam nada fez ), colocaram as drogas que transportavam consigo nos lugares do autocarro onde os colegas supostamente se iam deslocar.
O resultado está à vista o cão dos maus entrou, cheirou e foi ver meninas que nem sequer fumam tabaco a ser interrogadas sobre a proviniência das pastilhas e de outras rodelas.
Qualquer tipo inteligente sabe que na viagem ao norte as pastilhas quanto muito serviriam para queimar o cérebro e subir o Bom-Jesus a correr, ambos são apelativos.
Espera-se agora por desenvolvimentos, desta rusga encomendada pela própria escola. De início até achei indecente a escola pedir tal controlo mas numa situação destas parace-me que os responsáveis por esta palhaçada devem ser fortemente punidos.
Na minha opinião mais grave que andar com drogas, muito mais grave que isso é tentar implicar terceiros inocentes e não assumir as suas responsabilidades.
Tão típico de muitos que aí vejo armados em alternativos, dreads e consumidores de drogas. São os que normalmente acham que mais ninguém percebe daquilo para além deles, são os que chamam caretos aos que não consomem, são os que vivem num submundo, mas na hora em que a bófia chegou, pensaram na mamã e no papá a dar-lhes uma bofetada e preferiram o caminho dos fraco de espirito.
Eu até agradeço por esta história não se ter passado comigo ou com alguém próximo de mim.
Na minha turma duvido e posso mesmo dizer que tenho a certeza que num caso destes as coisas não se passariam desta forma.
Se me visse envolvido nisto a minha primeira reacção era avisar quem fosse responsável pela façanha que teria 2 minutos para assumir o que é seu, e depois disso porrada para cima dele ou dela (neste caso o sexo é pouco importante, e eu nunca toquei numa rapariga em 25 anos.
Não há pior cenário que ser-se acusado ou suspeito de um acto que não cometemos, e isso é ainda mais grave quando induzido pelos pusilânimes responsaveis por tais actos. Espero que desta vez se faça uma justiça assertiva e dura.
TEM CUIDADO Ó DROGADO
Alguém conhece o governo?
Eu não voto na direita, mas também não sou comuna, não me identifico com o PS, por isso esqueçam filiações politícas, eu gosto dos que se lembram das causa justas e dos competentes (no PP não há nenhum, por isso não os posso ver à frente).
Mas agora estava a pensar e eu nem sequer sei quem está no governo, um pouco por culpa própria, mas principalmente porque os gajos andam desaparecidos.
Será que foram ao funeral do Pápa, ou do Ranier? Onde é que eles andam?
Eu também gostava de ser do governo, onde é que me posso inscrever?
Mas agora estava a pensar e eu nem sequer sei quem está no governo, um pouco por culpa própria, mas principalmente porque os gajos andam desaparecidos.
Será que foram ao funeral do Pápa, ou do Ranier? Onde é que eles andam?
Eu também gostava de ser do governo, onde é que me posso inscrever?
Mantorras
Mantorras esta semana teve que se deslocar ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Abordado por diversos compatriotas com bocas como "muda-te pro Sporting", Mantorras respondeu com um "quem sabe? eu até sou sportinguista".
A sinceridade de um ídolo do clube rival merece no minimo um louvor, mas sem dúvida é de assinalar o esforço que Mantorras faz para acabar com a pressão que sente naqueles 20 segundos.
Aqueles 20 segundos que separam a parte de trás da baliza do Benfica e o banco de suplentes, são tumultuosos para o angolano, não há lampião que não entre em histeria quando o angolano se prepara para entrar no relvado.
Mantorras desde já obrigado por causares mais uma desilusão lá para os lados da luz, já só falta mesmo eu entrar lá de apito na boca para apitar um SLB - FCP.
A sinceridade de um ídolo do clube rival merece no minimo um louvor, mas sem dúvida é de assinalar o esforço que Mantorras faz para acabar com a pressão que sente naqueles 20 segundos.
Aqueles 20 segundos que separam a parte de trás da baliza do Benfica e o banco de suplentes, são tumultuosos para o angolano, não há lampião que não entre em histeria quando o angolano se prepara para entrar no relvado.
Mantorras desde já obrigado por causares mais uma desilusão lá para os lados da luz, já só falta mesmo eu entrar lá de apito na boca para apitar um SLB - FCP.
Onde é que andam essas bolsas
Após a excitação (se é que ela acabou), vem a preocupação relativa ao Erasmus.
Há uma razão simples para eu sentir que este é apenas o primeiro passo, para sair daqui pra fora. Eu vivo num país onde caso eu queira trabalhar perco o direito à assistência médica que os meus pais me garantem. O problema é que isto seria compreensivel se eu trabalhasse para me sustentar, iniciando a minha carreira, mas não é isso que acontece. Eu trabalho para ganhar algum extra e poder viver mais comodamente, neste caso seria para ir mais almofadado para a Holanada, mas no meu país não posso.
Mas a esperança é a ultima a morrer e depois de ver o caminho do trabalho barrado, vou agora à procura de bolsa, para poder viver um pouco melhor em Breda.
Ainda nem sei se recebo a mísera bolsa de mobilidade Erasmus, mas o prof de Equipamentos já disse que há aí bolsas aos pontapés, a ver vamos, eu já ando à procura há algum tempo e não encontrei nenhuma.
Há uma razão simples para eu sentir que este é apenas o primeiro passo, para sair daqui pra fora. Eu vivo num país onde caso eu queira trabalhar perco o direito à assistência médica que os meus pais me garantem. O problema é que isto seria compreensivel se eu trabalhasse para me sustentar, iniciando a minha carreira, mas não é isso que acontece. Eu trabalho para ganhar algum extra e poder viver mais comodamente, neste caso seria para ir mais almofadado para a Holanada, mas no meu país não posso.
Mas a esperança é a ultima a morrer e depois de ver o caminho do trabalho barrado, vou agora à procura de bolsa, para poder viver um pouco melhor em Breda.
Ainda nem sei se recebo a mísera bolsa de mobilidade Erasmus, mas o prof de Equipamentos já disse que há aí bolsas aos pontapés, a ver vamos, eu já ando à procura há algum tempo e não encontrei nenhuma.
terça-feira, abril 19, 2005
Erasmus
E finalmente sei para onde vou passar o meu próximo ano lectivo, em Breda na Holanda.
Um aninho de Erasmus, que vem mesmo a calhar.
É o concretizar de dois sonhos, o primeiro é o de sair deste país sem ser por um período minímo de férias, o segundo é estudar em Erasmus e viver experiências inéditas num dos países que mais admiro no mundo a Holanda.
Como é óbvio o primeiro pensamento é Holanda - coffe shops, mas a sério apesar de ser de facto algo de diferente pelo menos de Portugal, para mim a grande diferença que vou adorar é a forma de viver o dia-a-dia.
Estou expectante para perceber até onde esta sociedade que premeia a liberdade, e direitos que para mim são fundamentais me pode ajudar a ser algo mais do que era quando sair daqui.
Sinto agora um misto de esperança e de angustia, porque penso que não será necessário muito para me convencer a ficar por lá. Como disse anteriormente, há muitos anos que desejo sair de Portugal e partir à aventura. Umas vezes por falta de dinheiro outras por falta de disponibilidade nunca o pude fazer, agora não há volta a dar, vou e vou mesmo.
Conheço pouco de Breda, hoje já estive na net a pesquisar o que necessito para chegar lá. Comecei pela viagem de avião, arranjei uma companhia aerea de baixo custo que me leva até Roterdão por 100 euros (TRANSAVIA), pena chegar por volta da 1 da manhã(vou estudar a Ryanair que ainda é mais barata), depois é de comboio até Breda, por 10 euros. Bom por aqui já viram que não vai ser preciso muito para me irem visitar ao longo do ano.
Agora tenho que aprofundar mais conhecimentos sobre Breda, sei que é lindissima, e vou comprova-lo.
Quero comprar dezenas de K7 mini dv vou fazer montes de filmes, vou tirar milhares de fotos, vou delirar com esta cena de ir viver para a Holanda , nem acredito a sorte que tenho.
Bom minha gente vou continuar a pesquisa mas como sabem que penso também em vocês, aqui vai o nome da coffe shop mais bonita da Holanda segundo uma página que vi aqui com informações sobre a Holanda "Paradise Milkshake Bar", e adivinhem onde fica...
Um aninho de Erasmus, que vem mesmo a calhar.
É o concretizar de dois sonhos, o primeiro é o de sair deste país sem ser por um período minímo de férias, o segundo é estudar em Erasmus e viver experiências inéditas num dos países que mais admiro no mundo a Holanda.
Como é óbvio o primeiro pensamento é Holanda - coffe shops, mas a sério apesar de ser de facto algo de diferente pelo menos de Portugal, para mim a grande diferença que vou adorar é a forma de viver o dia-a-dia.
Estou expectante para perceber até onde esta sociedade que premeia a liberdade, e direitos que para mim são fundamentais me pode ajudar a ser algo mais do que era quando sair daqui.
Sinto agora um misto de esperança e de angustia, porque penso que não será necessário muito para me convencer a ficar por lá. Como disse anteriormente, há muitos anos que desejo sair de Portugal e partir à aventura. Umas vezes por falta de dinheiro outras por falta de disponibilidade nunca o pude fazer, agora não há volta a dar, vou e vou mesmo.
Conheço pouco de Breda, hoje já estive na net a pesquisar o que necessito para chegar lá. Comecei pela viagem de avião, arranjei uma companhia aerea de baixo custo que me leva até Roterdão por 100 euros (TRANSAVIA), pena chegar por volta da 1 da manhã(vou estudar a Ryanair que ainda é mais barata), depois é de comboio até Breda, por 10 euros. Bom por aqui já viram que não vai ser preciso muito para me irem visitar ao longo do ano.
Agora tenho que aprofundar mais conhecimentos sobre Breda, sei que é lindissima, e vou comprova-lo.
Quero comprar dezenas de K7 mini dv vou fazer montes de filmes, vou tirar milhares de fotos, vou delirar com esta cena de ir viver para a Holanda , nem acredito a sorte que tenho.
Bom minha gente vou continuar a pesquisa mas como sabem que penso também em vocês, aqui vai o nome da coffe shop mais bonita da Holanda segundo uma página que vi aqui com informações sobre a Holanda "Paradise Milkshake Bar", e adivinhem onde fica...
segunda-feira, abril 11, 2005
Pensar hoje como se fosse amanhã...
Adeus que me vou embora
Adeus que me vou embora
Adeus que me embora vou
Vou daqui prá minha terra
Que eu desta terra não sou
Tenho minha mãe à espera
Cansada de me esperar
Naquela encosta da serra
Vamos ser dois a chorar
À espera tenho o meu pai
Aos anos que não o vejo
O tempo que vai durar
O meu abraço o meu beijo
Vim solteiro e vou solteiro
Vou livre de coração
Se alguém me quiser prender
Já não vou dizer que não
Adeus que me vou embora
Adeus que me embora vou
Quem escreveu este poema, caso fosse vivo hoje, seria talvez um homem 20 anos à frente do que a maioria e 30 anos à frente dos que pensam hoje que vivem 20 à frente de todos nós.
Adeus que me vou embora
Adeus que me embora vou
Vou daqui prá minha terra
Que eu desta terra não sou
Tenho minha mãe à espera
Cansada de me esperar
Naquela encosta da serra
Vamos ser dois a chorar
À espera tenho o meu pai
Aos anos que não o vejo
O tempo que vai durar
O meu abraço o meu beijo
Vim solteiro e vou solteiro
Vou livre de coração
Se alguém me quiser prender
Já não vou dizer que não
Adeus que me vou embora
Adeus que me embora vou
Quem escreveu este poema, caso fosse vivo hoje, seria talvez um homem 20 anos à frente do que a maioria e 30 anos à frente dos que pensam hoje que vivem 20 à frente de todos nós.
sexta-feira, abril 08, 2005
Pápa o benfeitor...
Hoje enquanto falava do Pápa, discutiamos os sacrificios que o santo padre fez pela humanidade, deixando o crédito para nós todos avacalharmos isto durante uns anos.
Conversa puxa conversa eis que o "meu" lança uns dos maiores feitos do Karol Wojtyla:
"o gajo sempre que vinha a Portugal perdoava as multas todas ao pessoal".
À granda Pápa, eras o maior...
Conversa puxa conversa eis que o "meu" lança uns dos maiores feitos do Karol Wojtyla:
"o gajo sempre que vinha a Portugal perdoava as multas todas ao pessoal".
À granda Pápa, eras o maior...
quinta-feira, abril 07, 2005
Para algo extraordinariamente diferente...
Duas sugestões, duas perspectivas de inovar o que já está feito...
http://www.icehotel.com
http://www.dstrict.com/z107/index.html
http://www.icehotel.com
http://www.dstrict.com/z107/index.html
Falam eles do concerto de U2
Ainda a vaca da Helena Matos aproveita para denegrir a imagem dos mais novos que a desprezam e provavelmente não saciaram a sua necessidade sexual, para nós podermos ver que nem para o concerto dos U2 se viu tanto desespero como se tem visto para apenas passar durante uns segundos ao lado do Karol Wojtyla morto e finalmente em paz. Que diz disto Helena? Não é por nada mas é a segunda Helena que conheço que é uma grande puta, para já estão a ganhar 2-1 , 2 para as putas, 1 para as mulheres com M.
Até ao ultimo dia...
Muitas vezes hesitamos na hora das decisões, e deixamos arrastar situações desagradaveis, insustentáveis até uma ruptura final, violenta e ireversível.
Que estupidez, penso eu, mas de facto a nossa educação leva-nos a pensar isso mesmo, que o melhor é esperar para ver o que isto dá.
Um amigo meu deparou-se com essa situação, a de decidir antes que fosse tarde demais, e provavelmente já era muito tarde, mas não era demais. Tomou a decisão ou aceitou-a e isso pouco ou nada interessa para um amigo, o que interessa mesmo é saber se ele está feliz, se ele se sente bem, se ele precisa do nosso abraço e conforto.
Encontrei-o por acaso, numa aventura singular que fiz e ainda hoje ando a pôr gelo no joelho (6 horas e meia de bicicleta), e ele coitado deve andar com gelo nas fontes tal tem sido a dor de cabeça que a decisão que tomou lhe ofereceu.
Apesar de não saber pormenores sobre o que o levou a viver esta situação e também não estar muito interessado nesse aspecto, aprendi com ele que tomar decisões tem obrigatoriamente consequências, e que talvez nunca seja tarde demais para as assumir, será é sempre tarde.
Que estupidez, penso eu, mas de facto a nossa educação leva-nos a pensar isso mesmo, que o melhor é esperar para ver o que isto dá.
Um amigo meu deparou-se com essa situação, a de decidir antes que fosse tarde demais, e provavelmente já era muito tarde, mas não era demais. Tomou a decisão ou aceitou-a e isso pouco ou nada interessa para um amigo, o que interessa mesmo é saber se ele está feliz, se ele se sente bem, se ele precisa do nosso abraço e conforto.
Encontrei-o por acaso, numa aventura singular que fiz e ainda hoje ando a pôr gelo no joelho (6 horas e meia de bicicleta), e ele coitado deve andar com gelo nas fontes tal tem sido a dor de cabeça que a decisão que tomou lhe ofereceu.
Apesar de não saber pormenores sobre o que o levou a viver esta situação e também não estar muito interessado nesse aspecto, aprendi com ele que tomar decisões tem obrigatoriamente consequências, e que talvez nunca seja tarde demais para as assumir, será é sempre tarde.
quarta-feira, abril 06, 2005
Helena Matos sabes tanto sobre nós jovens...
«Não deixa de ser fascinante matéria de estudo comparar o vigor e a tenacidade posta na compra dos bilhetes dos U2 pela mesma geração de jovens cujos professores dizem que eles não lêem porque os livros são caros.
Que, pelo menos até ao passado ano lectivo, tinha de abandonar as faculdades porque não podiam pagar as propinas.
E cujos corpos e almas segundo nos andam a garantir há anos psicólogos e pedagogos ficariam profundamente traumatizados caso tenham de se esforçar pelo que quer que seja.
Nem sei o que seria se tivessem de dormir ao relento a noite mais fria do ano para obterem, por exemplo, uma bolsa de estudo.
Felizmente que foi para os U2. Assim ninguém se traumatizou.»
Helena Matos in Público
Permita-me explicar a Helena Matos que a maioria dos jovens que comprou bilhete para este concerto, concerteza têm entre os 20 e os 40 anos, a maioria nem sequer estuda (e isto são estatísticas nacionais e não previsões minhas), que a mim como estudante universitário, custa-me de facto pagar 880 euros de propinas, e comprar livros que custam entre 50 e 150 euros, pagar impostos (pelos meus pais) e por isso não receber bolsa enquanto que outros, cujos pais fogem aos impostos, recebem-na pra gastar em telemoveis, tendo ainda a possibilidade de pagar metade do que eu pago em propinas (440) e ainda fazê-lo a 10 prestações, ao contrário das minhas 4 (220, 440, 220).
O que me custa não é ver pessoas, a passar ao relento a noite mais fria do ano por um bilhete, o que me custa de facto, é que neste país isto seja possível, e que ninguém se questione, do porquê de se levantar tantas objecções à venda livre de medicamentos , e ninguém se revolte para a forma como o consumidor é tratado em casos como este (bombas de gasolina para Tv fazer noticia dos parolos que esperam mais de um dia por algo que poderia ser feito na normalidade).
Se tiver dúvidas quanto à vontade de pelo menos passar uma noite muito fria ao relento por benesses, estou disponível para lhe servir como case study, e não peço menos carga fiscal ou propinas mais baixas, peço apenas e só, maior qualidade de ensino, na docência da minha escola superior, na forma como esta está organizada e na lacuna que ninguém consegue minimizar que é a ligação das universidades aos meios empresariais (não me falem dos estágios, essa nova forma de escravatura, onde recebemos o que eles querem e nem férias, nem seguros médicos, nada de direitos, só deveres).
A sra. Helena Matos talvez pudesse explicar qual a razão, pela qual tanto jornalista se indigna quando é atacado por outrém, mas que não se questione relativamente ao facto de cada vez mais esse trabalho estar a ser mal desempenhado, basta ver que hoje em dia conta mais ter 10 pivots em Roma a cobrir a morte do Pápa, do que explicar os seus feitos enquanto desempenhou a função de Santo Padre, ou de explicar quem são os possíveis sucessores, que papel poderão assumir na sociedade mundial, que novas tendências se esperam dele e da igreja.
Não ao invés disso, preferimos ver quantos milhares estão nas filas à espera de ser filmados, à espera que lhes perguntem há quanto tempo estão ali, ou mesmo à espera do momento de glória que é ser visto por familiares e amigos na Tv, a deslocar-se numa maca para o hospital.
Talvez a culpa não seja tanto dos jovens, talvez mesmo a culpa seja de quem dá importância a 30 ou 40 pessoas a noite toda à espera de um bilhete, e esquece-se que em casa ou em call centers, ou McDonalds muitos milhares esforçam-se para poder viver minimamente bem, poder continuar a estudar contrariando a lei natural da vida, que seria em jovem ser-se livre , feliz e despreocupado.
Quer um case study sr. Helena, na minha turma somos 20 e apenas um foi para a porta da bomba de gasolina esperar ao relento, de resto somos só 19, aqueles 19 que as tvs não encontram interesse porque apenas passam noites em branco quando lutaram para entrar num ensino público tendencialmente gratuito (880 euros não são assim tão tendencialmente gratuitos), e passam noites em branco para acabar os seus cursos, e para lutar por uma vida melhor do que a que os seus pais tiveram.
Estude isso, estude o porquê de nos questionarmos sobre o vazio cultural , intelectual e civico dos jovens de hoje.
Devemos questionar do porquê da falta de informação e acesso à cultura que esses mesmo jovens têm, do facto de bons jornais como o público cobrarem até para se visitar a sua página na internet, perguntem-se do porquê de Portugal ser um dos países onde a mão de obra qualificada possui menos importância ao nível do factor L da nossa economia, perguntem-se do porquê dos preconceitos relativos a nós jovens, quando foram vocês que nos educaram, foram vocês que bloquearam o nosso país, foram vocês que permitiram que o sistema nacional de ensino, saúde e impostos estivesse à beira da ruptura, foram vocês que formaram os reality shows, o shit TV, a televisão generalista que nos presenteia com programas de péssima qualidade de manhã à noite, questione-se a si primeiro, e depois ponha em causa aqueles que não conhece e daqueles que desprezou o esforço e o sacrificio para se tornarem melhores pessoas, profissionais e cidadãos.
Eu questiono muitas vezez esse esforço, porque vivo numa sociedade criada por uma outra geração, a geração das passagens administrativas, a geração do factor cunha, a geração do papel minimizador do estado mas ao qual posso enganar e retirar aquilo a que não tenho direito, a sociedade dos hiper-consumos, dos super-grupos económicos, e todos esses herois que claro nunca me poderão mostrar o quão imbecil é esperar mais de 24 horas por um bilhete cujo espectáculo durará menos de 3.
Bem haja Helena Matos, são pessoas como você que me fazem revoltar e ganhar ainda mais força para ter sucesso numa sociedade que não reconheço como minha, mas onde tenho que viver e sobreviver.
Que, pelo menos até ao passado ano lectivo, tinha de abandonar as faculdades porque não podiam pagar as propinas.
E cujos corpos e almas segundo nos andam a garantir há anos psicólogos e pedagogos ficariam profundamente traumatizados caso tenham de se esforçar pelo que quer que seja.
Nem sei o que seria se tivessem de dormir ao relento a noite mais fria do ano para obterem, por exemplo, uma bolsa de estudo.
Felizmente que foi para os U2. Assim ninguém se traumatizou.»
Helena Matos in Público
Permita-me explicar a Helena Matos que a maioria dos jovens que comprou bilhete para este concerto, concerteza têm entre os 20 e os 40 anos, a maioria nem sequer estuda (e isto são estatísticas nacionais e não previsões minhas), que a mim como estudante universitário, custa-me de facto pagar 880 euros de propinas, e comprar livros que custam entre 50 e 150 euros, pagar impostos (pelos meus pais) e por isso não receber bolsa enquanto que outros, cujos pais fogem aos impostos, recebem-na pra gastar em telemoveis, tendo ainda a possibilidade de pagar metade do que eu pago em propinas (440) e ainda fazê-lo a 10 prestações, ao contrário das minhas 4 (220, 440, 220).
O que me custa não é ver pessoas, a passar ao relento a noite mais fria do ano por um bilhete, o que me custa de facto, é que neste país isto seja possível, e que ninguém se questione, do porquê de se levantar tantas objecções à venda livre de medicamentos , e ninguém se revolte para a forma como o consumidor é tratado em casos como este (bombas de gasolina para Tv fazer noticia dos parolos que esperam mais de um dia por algo que poderia ser feito na normalidade).
Se tiver dúvidas quanto à vontade de pelo menos passar uma noite muito fria ao relento por benesses, estou disponível para lhe servir como case study, e não peço menos carga fiscal ou propinas mais baixas, peço apenas e só, maior qualidade de ensino, na docência da minha escola superior, na forma como esta está organizada e na lacuna que ninguém consegue minimizar que é a ligação das universidades aos meios empresariais (não me falem dos estágios, essa nova forma de escravatura, onde recebemos o que eles querem e nem férias, nem seguros médicos, nada de direitos, só deveres).
A sra. Helena Matos talvez pudesse explicar qual a razão, pela qual tanto jornalista se indigna quando é atacado por outrém, mas que não se questione relativamente ao facto de cada vez mais esse trabalho estar a ser mal desempenhado, basta ver que hoje em dia conta mais ter 10 pivots em Roma a cobrir a morte do Pápa, do que explicar os seus feitos enquanto desempenhou a função de Santo Padre, ou de explicar quem são os possíveis sucessores, que papel poderão assumir na sociedade mundial, que novas tendências se esperam dele e da igreja.
Não ao invés disso, preferimos ver quantos milhares estão nas filas à espera de ser filmados, à espera que lhes perguntem há quanto tempo estão ali, ou mesmo à espera do momento de glória que é ser visto por familiares e amigos na Tv, a deslocar-se numa maca para o hospital.
Talvez a culpa não seja tanto dos jovens, talvez mesmo a culpa seja de quem dá importância a 30 ou 40 pessoas a noite toda à espera de um bilhete, e esquece-se que em casa ou em call centers, ou McDonalds muitos milhares esforçam-se para poder viver minimamente bem, poder continuar a estudar contrariando a lei natural da vida, que seria em jovem ser-se livre , feliz e despreocupado.
Quer um case study sr. Helena, na minha turma somos 20 e apenas um foi para a porta da bomba de gasolina esperar ao relento, de resto somos só 19, aqueles 19 que as tvs não encontram interesse porque apenas passam noites em branco quando lutaram para entrar num ensino público tendencialmente gratuito (880 euros não são assim tão tendencialmente gratuitos), e passam noites em branco para acabar os seus cursos, e para lutar por uma vida melhor do que a que os seus pais tiveram.
Estude isso, estude o porquê de nos questionarmos sobre o vazio cultural , intelectual e civico dos jovens de hoje.
Devemos questionar do porquê da falta de informação e acesso à cultura que esses mesmo jovens têm, do facto de bons jornais como o público cobrarem até para se visitar a sua página na internet, perguntem-se do porquê de Portugal ser um dos países onde a mão de obra qualificada possui menos importância ao nível do factor L da nossa economia, perguntem-se do porquê dos preconceitos relativos a nós jovens, quando foram vocês que nos educaram, foram vocês que bloquearam o nosso país, foram vocês que permitiram que o sistema nacional de ensino, saúde e impostos estivesse à beira da ruptura, foram vocês que formaram os reality shows, o shit TV, a televisão generalista que nos presenteia com programas de péssima qualidade de manhã à noite, questione-se a si primeiro, e depois ponha em causa aqueles que não conhece e daqueles que desprezou o esforço e o sacrificio para se tornarem melhores pessoas, profissionais e cidadãos.
Eu questiono muitas vezez esse esforço, porque vivo numa sociedade criada por uma outra geração, a geração das passagens administrativas, a geração do factor cunha, a geração do papel minimizador do estado mas ao qual posso enganar e retirar aquilo a que não tenho direito, a sociedade dos hiper-consumos, dos super-grupos económicos, e todos esses herois que claro nunca me poderão mostrar o quão imbecil é esperar mais de 24 horas por um bilhete cujo espectáculo durará menos de 3.
Bem haja Helena Matos, são pessoas como você que me fazem revoltar e ganhar ainda mais força para ter sucesso numa sociedade que não reconheço como minha, mas onde tenho que viver e sobreviver.
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