E é quando eu vejo...
Que o tempo está a apertar,
e há aí palhaços pá,
Que Falam, Falam, Falam, Falam, Falam, Falam
Epá mas eu não os vejo a fazer nada pá!
Não é?
EEEHhhhh
Epá, já me começo,
Sei lá pá
Começa-me realmente já a dar cabo da cabeça
Não é?
Eeeee pronto epá
Não sei,
Se calhar é do cansaço
Aah pode ser tamém,
Pode ser que seja do cansaço tamém,
Eu, eeh eu pá tenho calma pá,
Este palhaço, este monte da merda aki
Deve ter a mania da persiguição ó caralho pá!
Eu pá eu já nem o vejo bem meu
Eu já nem o ando a ver bem pá
É que eu já nem sequer consigo olhar direito pra ele pá!
Aah eu não sei o que ele anda à procura pá,
Mas eu tenho impressão que espirro um bocado com mais força
Que ele adededede escangalha-se todo o rapaz pá!
Agora tava ali a falar pá,
Epá eu se há aqui alguém que eu tou chatado,
Tou chatado com o Telmo pá!
Eu tou chateado é memo com o Telmo
Que é um gajo que faz atletismo, que é faz isto , faz aquilo,
Epá ainda não o vi a fazer 100 metros por ninguém pá,
Eu ando aqui eu ando todo arrebentado.
Caraças pá
Eu fiz 15 kms, fiz 19 kms e meio,
Fiz 15 kms e hoje fiz 15 kms pá
E amanhã não há kms pra fazer pá
E ninguém se preocupa em fazer kms hoje pá?
Atão mas só eu é que penso né...
Olha que, que foda-se!
(Telmo)
Cada vez tou a tirar conclusões que há aqui pessoas que estão a cagar-se pro espirito de grupo, querem é saber de si próprias...
Portugal alcatifado, bebe vinho e canta o fado!
sexta-feira, junho 24, 2005
Jorge Umbelino afinal
é um blog. sim que melhor definição para um blog?
Falam, Falam, Falam, e eu não os vejo a fazer nada!
Falam, Falam, Falam, e eu não os vejo a fazer nada!
O meu blog de Erasmus
Ainda está bastante inactivo mas está a ser preparado um blog de Erasmus, para mais tarde recordar.
E já agora para algo completamente fora de rota, o Jorge Umbelino é o presidente do INFTUR. LOLADA total, o gajo é mesmo o ideal pra assumir um cargo politíco, fala fala , fala e eu não vejo a fazer nada.
E já agora para algo completamente fora de rota, o Jorge Umbelino é o presidente do INFTUR. LOLADA total, o gajo é mesmo o ideal pra assumir um cargo politíco, fala fala , fala e eu não vejo a fazer nada.
Pra que serve o Hi5?
Perguntam vocês pra que serve o Hi5? Eu pergunto-me do mesmo (vocês adoram-no), e cada vez mais.
Esta semana pensei, vou anular aquela porcaria. E planeei tudinho, vou investigar como e depois anulo a minha conta.
Até aqui tudo bem, mas a cada dia que passa sempre que vou para anular, tenho mais um pedido pra se juntar ao meu grupo de amigos, e lá vou eu adicionando.
O problema é que agora não tenho cara para anular o Hi5. Se eu anulasse o Hi5 estas amigas e amigos iam logo considerar que eu anulei a minha conta, por causa deles o que não corresponde à verdade. Mas como explicar isto? O Hi5 nem dá pra falar? O Hi5 só dá pra pôr as nossas melhores fotos, aquelas que nos achamos uns borrachos. Mas atenção a frase mais ouvida é " eu nem sei pra que serve".
Porra, toda gente sabe pro que serve, ou para nos afirmar-mos como freaks, romper com o politicamente e fashionable correcto. Ou ( e isto serve pra 90 % do ppl que lá anda), pra mostramos a nós próprios e principalmente aos outros que nós não somos nenhuns totós. Como é que um totó tem 50 amigos e 30 e tal são miudas muita giras?
Como é que um totó manda piadinhas sobre séries televisivas que nunca vê mas ouve dizer que são muita boas?
Os gajos querem conhecer as gajas, e as gajas como não têm amigas fingem que têm e escrevem coisas lindas umas sobre as outras, mas a mim não me enganam. As gajas não têm amigas e ponto final. Mas este assunto fica para um post posterior.
Bom ppl, vou esperar mais uma semana pra não magoar ninguém, mas depois Hi5 estás fodido.
Esta semana pensei, vou anular aquela porcaria. E planeei tudinho, vou investigar como e depois anulo a minha conta.
Até aqui tudo bem, mas a cada dia que passa sempre que vou para anular, tenho mais um pedido pra se juntar ao meu grupo de amigos, e lá vou eu adicionando.
O problema é que agora não tenho cara para anular o Hi5. Se eu anulasse o Hi5 estas amigas e amigos iam logo considerar que eu anulei a minha conta, por causa deles o que não corresponde à verdade. Mas como explicar isto? O Hi5 nem dá pra falar? O Hi5 só dá pra pôr as nossas melhores fotos, aquelas que nos achamos uns borrachos. Mas atenção a frase mais ouvida é " eu nem sei pra que serve".
Porra, toda gente sabe pro que serve, ou para nos afirmar-mos como freaks, romper com o politicamente e fashionable correcto. Ou ( e isto serve pra 90 % do ppl que lá anda), pra mostramos a nós próprios e principalmente aos outros que nós não somos nenhuns totós. Como é que um totó tem 50 amigos e 30 e tal são miudas muita giras?
Como é que um totó manda piadinhas sobre séries televisivas que nunca vê mas ouve dizer que são muita boas?
Os gajos querem conhecer as gajas, e as gajas como não têm amigas fingem que têm e escrevem coisas lindas umas sobre as outras, mas a mim não me enganam. As gajas não têm amigas e ponto final. Mas este assunto fica para um post posterior.
Bom ppl, vou esperar mais uma semana pra não magoar ninguém, mas depois Hi5 estás fodido.
O ordinário
Qual a frase mais utilizada por crianças no Rancho do Peterpan?
Tira, tira que tá a doer.
Tira, tira que tá a doer.
Mundo tão grande
O Mundo é enorme. É mesmo grande, acho que nunca irei conseguir visita-lo ou pelo menos vistar tudo o que gostaria, mas vou tentar.
Quando estudei na faculdade sociologia do Turismo, lembro-me de falar sobre um período que antecedeu a revolução de Abril, quando uma catrefada de povo decidiu fugir pra outros países europeus em busca de uma vida melhor.
Parece-me que hoje assistimos novamente a esse clima de fuga, emigração compulsiva. Não é que eu não goste de viver em Portugal, porque apesar de ser um revoltado do caraças há coisas neste país que não tenho em mais lado nenhum.
Mas sinto que me vou embora para a Holanda para testar a minha capacidade de ficar longe de tudo isto, mas ao mesmo tempo conseguir uma vida com melhor qualidade.
O que me entristece ou preocupa mais, é o facto de ver muitas pessoas com ideias novas ideais mais justos e inovadores a cansarem-se de lutar contra estes moínhos de vento portugueses, bem mais feios que os imaginados por Cervantes.
Os mais liberais, aqueles que me parecem ser o verdadeiro motor de evolução de uma sociedade (e aqui não englobo todos, mas uma grande percentagem dos que viajaram para procurar algo melhor são de certeza), esse fogem, procuram uma sociedade e um país que os aceite e os deixe inovar e responder aos novos desafios.
Tenho pena dos que ficam por cá na esperança de melhorar Portugal (espero não acabar assim), é que esses estão entregues aos tipos do factor cunha, aos tipos do não faço nada delego tudo nos outros, aos tipos que o dinheiro faz tudo e aos tipos que por dinheiro fazem tudo.
Bom Portugal, eu estou a planear a minha saída e espero um dia voltar pra fugir aos impostos, pra enganar o estado e ficar rico pra poder pôr os meus filhos nas melhores escolas, nos hospitais sem greves e com médicos pra tudo, enfim pertencer a uma pequena percentagem da população que tem tudo e não dá nada ao resto.
Quando estudei na faculdade sociologia do Turismo, lembro-me de falar sobre um período que antecedeu a revolução de Abril, quando uma catrefada de povo decidiu fugir pra outros países europeus em busca de uma vida melhor.
Parece-me que hoje assistimos novamente a esse clima de fuga, emigração compulsiva. Não é que eu não goste de viver em Portugal, porque apesar de ser um revoltado do caraças há coisas neste país que não tenho em mais lado nenhum.
Mas sinto que me vou embora para a Holanda para testar a minha capacidade de ficar longe de tudo isto, mas ao mesmo tempo conseguir uma vida com melhor qualidade.
O que me entristece ou preocupa mais, é o facto de ver muitas pessoas com ideias novas ideais mais justos e inovadores a cansarem-se de lutar contra estes moínhos de vento portugueses, bem mais feios que os imaginados por Cervantes.
Os mais liberais, aqueles que me parecem ser o verdadeiro motor de evolução de uma sociedade (e aqui não englobo todos, mas uma grande percentagem dos que viajaram para procurar algo melhor são de certeza), esse fogem, procuram uma sociedade e um país que os aceite e os deixe inovar e responder aos novos desafios.
Tenho pena dos que ficam por cá na esperança de melhorar Portugal (espero não acabar assim), é que esses estão entregues aos tipos do factor cunha, aos tipos do não faço nada delego tudo nos outros, aos tipos que o dinheiro faz tudo e aos tipos que por dinheiro fazem tudo.
Bom Portugal, eu estou a planear a minha saída e espero um dia voltar pra fugir aos impostos, pra enganar o estado e ficar rico pra poder pôr os meus filhos nas melhores escolas, nos hospitais sem greves e com médicos pra tudo, enfim pertencer a uma pequena percentagem da população que tem tudo e não dá nada ao resto.
segunda-feira, junho 20, 2005
O Parvalhão inutil
Se há momentos em que nos sentimos bem é quando sem descermos ao nível de um idiota, que nos insulta ou que insulta os que amamos, lhe respondemos não permitindo a sua contra-resposta. Na maioria das vezes o silêncio e desprezo é a melhor forma de o fazer, o problema é que nem sempre o conseguimos, por falta de cabeça fria.
Pois bem meu parvalhão inutil, não te repondi, desprezei-te.Mas o que também me deixa mais descansado é que eu sei, que tu sabes, que eu sei, que nunca chegarás por muito que faças aos calcanhares da pessoa que insultaste.
Já agora fazes ideia que mais de 30 pessoas sabem que és um corno e tu não? Até a tua irmã sabe ó urso.
És um merdas...
Pois bem meu parvalhão inutil, não te repondi, desprezei-te.Mas o que também me deixa mais descansado é que eu sei, que tu sabes, que eu sei, que nunca chegarás por muito que faças aos calcanhares da pessoa que insultaste.
Já agora fazes ideia que mais de 30 pessoas sabem que és um corno e tu não? Até a tua irmã sabe ó urso.
És um merdas...
Vida só tenho uma
Quando te questionares se vale a pena, lembra-te que esta vida só a vives uma vez.
Foda-se tenho adorado arriscar...
Foda-se tenho adorado arriscar...
A viagem do meu Verão
Este verão vou fazer uma viagem pelo Alentejo, algo que já estou a considerar há muitos anos, e no qual me vou empenhar bastante para conseguir um programa fabuloso.
Para já engloba além de muitas horas de praia, uma caminhada pela lindissima costa que liga a Zambujeira a Odeceixe e muita diversão e misticismo no melhor festival de música em Portugal o FMM de Sines.
Para os que não conhecem aqui vai o link http://www.fmm.com.pt
Vale a pena, eu já frequento este festival há 3 anos e nunca me arrependi, muito pelo contrário.
Quanto à viagem só tenho uma certeza, quem se juntar a nós vai viver momentos inesqueciveis. Eu com menos meios e pessoas menos interessantes ganhei memórias pra uma vida inteira, com esta viagem conto levar um folgo de amizade que irei necessitar enquanto estiver na Holanda.
Sou um sortudo...
Para já engloba além de muitas horas de praia, uma caminhada pela lindissima costa que liga a Zambujeira a Odeceixe e muita diversão e misticismo no melhor festival de música em Portugal o FMM de Sines.
Para os que não conhecem aqui vai o link http://www.fmm.com.pt
Vale a pena, eu já frequento este festival há 3 anos e nunca me arrependi, muito pelo contrário.
Quanto à viagem só tenho uma certeza, quem se juntar a nós vai viver momentos inesqueciveis. Eu com menos meios e pessoas menos interessantes ganhei memórias pra uma vida inteira, com esta viagem conto levar um folgo de amizade que irei necessitar enquanto estiver na Holanda.
Sou um sortudo...
sábado, junho 18, 2005
Na guerra a verdade é a primeira vítima.
Vale a pena ler
http://dn.sapo.pt/2005/06/18/opiniao/os_factos_prisioneiros_baia_guantana.html
http://dn.sapo.pt/2005/06/18/opiniao/os_factos_prisioneiros_baia_guantana.html
terça-feira, junho 14, 2005
Não gosto de inimigos que gostem de mim
Eu prefiro os amigos que gostem de mim, por isso muito poucas vezes na vida fui rancoroso.
A minha mamã sempre me disse que só se preocupava quando eu deixava de mandar vir com as coisas, era sinal que já não significavam nada para mim...
A minha mamã sempre me disse que só se preocupava quando eu deixava de mandar vir com as coisas, era sinal que já não significavam nada para mim...
Não há tiros pro ar
Eu não dou tiros pro ar. Adoro que venham aqui ler o meu blog, algumas vezes penso ter feito alguém sorrir (e isso é fantástico, acreditem).
Mas o intuito deste blog sempre foi o de desabafar, escrever memórias e pensamentos, e nem sempre eles agradam a todos.
Quando escrevi o texto água e o azeite (um best-seller em países como Djibouti,Turquemenistão, Nauru e claro no rancho Neverland propriedade de Michael Jackson), sabia que poderia magoar alguém. O objectivo não foi obviamente esse, mas sim provocar em todos os que o leram um sentimento de revisão. Ver até que ponto poderiamos nós ter contribuído para uma situação como a que se viveu nestes ultimos tempos.
Claro que haverá sempre alguém que não vai gostar do que escrevo, há alguns que nem sequer gostam de mim, quanto mais ler o que escrevo. Mas esses pouco importam no momento, mais logo gritarei pelo seu cão ou apreciarei os seus lindos caracolinhos ao sol, mas também haverá mais e esses nunca me disseram nada por isso é-me indiferente o facto de não me poderem ver à frente (já falta pouco também).
Há uns dias atrás falava com um amigo de infância, sobre a ligação aos amigos que temos. Falámos das dinâmicas que surgem num grupo de amigos, e logo percebemos que os hábitos de junção, reunião e afecto entre os membros desse grupo dependem e muito da forma "habitual" com que estes se reúnem e criam os seus rituais.
O nosso ritual de grupo está a 4 dias de acabar, depois será muito mais dificil de encontrar outro que englobe um tão grande número de pessoas.
A pergunta que eu deixo no ar, só para mais uma vez avaliar se fui justo na minha critíca ou não é:
Quantos de nós vão ser capazes de encontrar um novo motivo que nos reúna pelo menos de vez em quando?
Quantos irão com uma ansiedade ter com os seus amigos de faculdade?
E quantos vão preferir ficar com os outros amigos de outras ocasiões, ou ficar a ver o 24 ou a novela ou qualquer outro programa mais rotineiro?
Quantos?
Mas o intuito deste blog sempre foi o de desabafar, escrever memórias e pensamentos, e nem sempre eles agradam a todos.
Quando escrevi o texto água e o azeite (um best-seller em países como Djibouti,Turquemenistão, Nauru e claro no rancho Neverland propriedade de Michael Jackson), sabia que poderia magoar alguém. O objectivo não foi obviamente esse, mas sim provocar em todos os que o leram um sentimento de revisão. Ver até que ponto poderiamos nós ter contribuído para uma situação como a que se viveu nestes ultimos tempos.
Claro que haverá sempre alguém que não vai gostar do que escrevo, há alguns que nem sequer gostam de mim, quanto mais ler o que escrevo. Mas esses pouco importam no momento, mais logo gritarei pelo seu cão ou apreciarei os seus lindos caracolinhos ao sol, mas também haverá mais e esses nunca me disseram nada por isso é-me indiferente o facto de não me poderem ver à frente (já falta pouco também).
Há uns dias atrás falava com um amigo de infância, sobre a ligação aos amigos que temos. Falámos das dinâmicas que surgem num grupo de amigos, e logo percebemos que os hábitos de junção, reunião e afecto entre os membros desse grupo dependem e muito da forma "habitual" com que estes se reúnem e criam os seus rituais.
O nosso ritual de grupo está a 4 dias de acabar, depois será muito mais dificil de encontrar outro que englobe um tão grande número de pessoas.
A pergunta que eu deixo no ar, só para mais uma vez avaliar se fui justo na minha critíca ou não é:
Quantos de nós vão ser capazes de encontrar um novo motivo que nos reúna pelo menos de vez em quando?
Quantos irão com uma ansiedade ter com os seus amigos de faculdade?
E quantos vão preferir ficar com os outros amigos de outras ocasiões, ou ficar a ver o 24 ou a novela ou qualquer outro programa mais rotineiro?
Quantos?
Eu sou um outsourcing
Obrigado meninas a cada mail que leio vindo de vós cada vez mais sinto que sou um outsourcing.
Epá eu mericia mais respeiting, um pouco de incoming da taxa nominal de consideração.
Mas vindo de vós já nada me surpreendeiting porque palavras, leva-as o vento e as minhas para este departamento de bullshitting já se acabaram. Só falta uma semana para encerrarmos as contas da nossa SGPS e graças a Deus vocês depois podem seguir o vosso rumo empresarial, num circulo offshoring só vosso, só à vossa maneira.
Obrigado por me ajudarem quando precisei espero que também tenham gostado.
Adeus e um queijo...
Epá eu mericia mais respeiting, um pouco de incoming da taxa nominal de consideração.
Mas vindo de vós já nada me surpreendeiting porque palavras, leva-as o vento e as minhas para este departamento de bullshitting já se acabaram. Só falta uma semana para encerrarmos as contas da nossa SGPS e graças a Deus vocês depois podem seguir o vosso rumo empresarial, num circulo offshoring só vosso, só à vossa maneira.
Obrigado por me ajudarem quando precisei espero que também tenham gostado.
Adeus e um queijo...
Urgentemente
É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.
Eugénio de Andrade
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.
Eugénio de Andrade
Michael Jackson foi ilibado
Apesar de ter tido um desfecho favorável era notório que Michael Jackson não estava muito bem à saída do tribunal. Quem o viu na Tv reparou que este estava pálido e pouco efusivo, mas também é compreensivel, num país em que o O.J. Simpson é ilibado e George W. Bush eleito presidente, ser-se ilibado num caso de pedofilia pode ser um peso nos nossos ombros.
Who's Bad?
Who's Bad?
Jorge Sampaio na Cova da Moura
Depois dos assaltos em formato importado do Brasil na praia de Carcavelos, o povo e a democracia portuguesa respondem na mesma moeda. Sampaio e outros politícos já prometeram deslocar-se à Cova da Moura, se pensam que vocês roubam bem, esperem até esses gajos pararem aí à porta de casa.
Frase dos Santos
Ó shô guarda, eu ai ali a passar deu-me uma fome do caraças, pedi uma sardinha no pão, assim que dou a primeira dentada pedem-me 1 euro e meio, se for a correr ainda os apanha...
Adeus, até à eternidade
No prato da balança um verso basta
para pesar no outro a minha vida.
Eugénio de Andrade
para pesar no outro a minha vida.
Eugénio de Andrade
Morreu o Álvaro Cunhal
Quero desde já deixar as minhas condolências à camarada.
Pensavas que te baldavas ao jantar de turma e isso não te trazia consequências.
Para a próxima é o Fidel...
Pensavas que te baldavas ao jantar de turma e isso não te trazia consequências.
Para a próxima é o Fidel...
Leis estupidas...
A reitoria da Universidade de Lisboa aprovou um regulamento interno no qual é dada a autoridade aos seus bibliotecários de expulsar das bibliotecas individuos que cheirem mal.
Quando informei o meu coordenador de curso de tal regulamento ele ficou de tal forma chocado que não pode deixar de comentar:
"O que são bibliotecas?"
Quando informei o meu coordenador de curso de tal regulamento ele ficou de tal forma chocado que não pode deixar de comentar:
"O que são bibliotecas?"
A água e o azeite
Há evidências que por muito que desejemos a sua inexistência, elas quase que nos sacodem, somos obrigados a senti-las, a viver com elas.
Quando me candidatei para fazer o meu último ano de faculdade na Holanda, pensei que iria ser sem dúvida um marco histórico para mim.
Algo que por muito pachorrenta e desinteressante que fosse a minha vida estaria sempre na memória, afinal de contas serão uns bons meses de experiências inéditas e mais um sonho cumprido.
(Agora que escrevo esta frase, lembro-me de alguém que como dizia a música "não se cansava de dizer" que eu era carneiro, e que os carneiros têm muitos projectos mas nunca cumprem nenhum. Eu vou viver para fora algo que sempre desejei, vamos ver se abres o teu cabeleireiro,por 2 razões espero que sim).
Mas voltando ao assunto do post, eu pensei nas vantagens, mas claro como um tuga pensei também nas desvantagens. Primeiro a distância e o tempo em que deixo os que amo, os amigos e os lugares.
O 2º pensamento foi, neste ano em que "vou daqui pra minha terra ", é o último ano de estudante pelo menos com esta turma. Uma turma com a qual passei mais tempo, desde que iniciei a minha vida de estudante (há 19 anos que ando nisto). Pensei... Pensei... Pensei... e houve até momentos em que pensei que estaria a precipitar-me, pensei que oportunidades de viver no estrangeiro serão mais que muitas, mas as de viver um último ano com os meus colegas só haverá uma.
Bom se há algo que nos faz bem, é quando gostamos tanto de uma coisa ao ponto de não vermos que esta não é de facto o mar-de-rosas que imaginamos. É como a namoradinha da escola preparatória (nunca tive), que amamos e amamos até que ela dá um beijo no rapaz mais popular da turma (eu era o mais reguila, elas só gostavam de se rir comigo, os beijos ficavam pros outros- ainda hoje é assim, já estou habituado).
Quando eu questionava se teria feito a boa escolha começo a ter mais atenção a tudo o que me rodeia na minha turma, e posso dizê-lo sabendo que algumas pessoas lêem este blog, mas também nunca foi minha intenção ser politicamente correcto, nem tudo é bom, aliás cada dia que passa está pior.
Também é verdade que nós estamos em época de exames e entregas de trabalhos, mas não deveria ser nas piores alturas que o espirito se deveria fortalecer?
Pois é, nós somos uma turma muita divertida, damo-nos todos muito bem, mas eu não vejo isso. Aliás eu vejo bem o contrário.
Alguns vão achar caustico isto que escrevo, mas que se lixe.
Um dia houve, em que me levantei numa aula para pedir uma abertura de espirito, separar os grupos de trabalho para evitar conflitos entre colegas. Estávamos numa situação algo estupida, no 2º ano a competição entre colegas era pouco positiva, o objectivo não era ser o melhor, mas apenas e só evitar que os outros fossem melhores. Falo pelo que via não só nos outros grupos mas no meu também. Penso que nessa altura terei pedido algo que muito iria melhorar o entendimento entre todos, à excepção das minhas colegas de grupo que logo choraram e desesperaram todos os outros experimentaram trabalhar juntos (para mim foi bastante positivo, a todos os níveis). Mas hoje sei que foi tarde demais e que foi muito curto.
Eu acho natural que as pessoas se juntem em grupos, com os que melhor se identificam , com os que se divertem mais, até acho muito bem. O que me parece um pouco retrógado, ou mesmo anormaloide , é fechar-mo-nos nesses grupos. Quando por achar-mos que estamos em perigo, ou que podemos mudar um pouco por influência de terceiros, rejeitamos alguém que olha para nós como mais um dos SEUS.
A rejeição de abortos como a Gorda ou a Velha podem alguns pensar não é muito diferente,mas foda-se esses nunca nos viram como um dos SEUS (espero eu).
A menos de 15 dias de acabar as aulas, observei aquilo a que se pode chamar a preparação para não deixar saudades. Como é possivel, passar-se por colegas com quem partilhamos 4 anos de vida, e nem sequer um proferir um "olá"? Passar e sentar-se num lugar distante, onde possamos estar de costas voltadas, onde nem te vejo nem te ouço. É possível porque isso acontece. É muito giro rir quando gritamos "princesa", é muito giro dizer que eu abuso.
Mas digo-vos é muito mais giro quando eu posso abusar convosco, quando me posso rir convosco. Não é a mesquinhice que perdura no tempo, é a confiança, a cumplicidade, a amizade.
Quando vejo que no último jantar de turma estão mais pessoas, que nunca se sentaram na mesma sala de aula que eu do que os que se sentaram, por um lado vejo que fiz óptimos amigos (só são bons os que conhecem ainda mais do que nós, e têm tão boas ou melhores amizades do que as nossas), mas por outro lado vejo que há muitos na minha turma que provavelmente foram apenas da minha sala de aula.
São os que perferem ter como ultimas memórias uma pálida imagem de verdadeira amizade.
Pois é, eu tenho verdadeiras amizades na minha turma, será que essas pessoas têm? Será que se algum dia estiverem durante muito tempo longe dos seus amigos, no momento do reencontro será como se nunca se tivessem separado?
Apetecia-me ser mais pessoal, poder dirigir a critica directa às pessoas que hoje critico, aos tios africanos, e aos que chamaram parvo ao tio africano por rejeitar a amizade desinteressada que lhe foi sempre oferecida. Apetecia-me, mas eles nem merecem que assim o faça.
Apenas fica um grande abraço para todos os que sem merdas, sem mesquinhices se abrem o suficiente para aproveitar as diferenças entre nós, para aproveitar os momentos únicos que podemos passar, para os que um dia ao deitar-se pelo menos uma lágrima de saudade vão deixar fugir. A esses nada lhes invejo mas com esses muito partilho, não só os momentos únicos mas os momentos de saudade, e se há dor que sabe bem é esta que apenas em português se escreve de uma só vez.
P.S. Jolie e Crazy Woman eu adoro-vos, não vos dedico este post porque estou a fazê-lo sem as positive vibes que vocês me transmitem, hei-de escrever um para vos mostrar o que sinto quando estou na vossa presença.
E Foda-se pros que acham que em tudo tem que haver a água e o azeite.
Quando me candidatei para fazer o meu último ano de faculdade na Holanda, pensei que iria ser sem dúvida um marco histórico para mim.
Algo que por muito pachorrenta e desinteressante que fosse a minha vida estaria sempre na memória, afinal de contas serão uns bons meses de experiências inéditas e mais um sonho cumprido.
(Agora que escrevo esta frase, lembro-me de alguém que como dizia a música "não se cansava de dizer" que eu era carneiro, e que os carneiros têm muitos projectos mas nunca cumprem nenhum. Eu vou viver para fora algo que sempre desejei, vamos ver se abres o teu cabeleireiro,por 2 razões espero que sim).
Mas voltando ao assunto do post, eu pensei nas vantagens, mas claro como um tuga pensei também nas desvantagens. Primeiro a distância e o tempo em que deixo os que amo, os amigos e os lugares.
O 2º pensamento foi, neste ano em que "vou daqui pra minha terra ", é o último ano de estudante pelo menos com esta turma. Uma turma com a qual passei mais tempo, desde que iniciei a minha vida de estudante (há 19 anos que ando nisto). Pensei... Pensei... Pensei... e houve até momentos em que pensei que estaria a precipitar-me, pensei que oportunidades de viver no estrangeiro serão mais que muitas, mas as de viver um último ano com os meus colegas só haverá uma.
Bom se há algo que nos faz bem, é quando gostamos tanto de uma coisa ao ponto de não vermos que esta não é de facto o mar-de-rosas que imaginamos. É como a namoradinha da escola preparatória (nunca tive), que amamos e amamos até que ela dá um beijo no rapaz mais popular da turma (eu era o mais reguila, elas só gostavam de se rir comigo, os beijos ficavam pros outros- ainda hoje é assim, já estou habituado).
Quando eu questionava se teria feito a boa escolha começo a ter mais atenção a tudo o que me rodeia na minha turma, e posso dizê-lo sabendo que algumas pessoas lêem este blog, mas também nunca foi minha intenção ser politicamente correcto, nem tudo é bom, aliás cada dia que passa está pior.
Também é verdade que nós estamos em época de exames e entregas de trabalhos, mas não deveria ser nas piores alturas que o espirito se deveria fortalecer?
Pois é, nós somos uma turma muita divertida, damo-nos todos muito bem, mas eu não vejo isso. Aliás eu vejo bem o contrário.
Alguns vão achar caustico isto que escrevo, mas que se lixe.
Um dia houve, em que me levantei numa aula para pedir uma abertura de espirito, separar os grupos de trabalho para evitar conflitos entre colegas. Estávamos numa situação algo estupida, no 2º ano a competição entre colegas era pouco positiva, o objectivo não era ser o melhor, mas apenas e só evitar que os outros fossem melhores. Falo pelo que via não só nos outros grupos mas no meu também. Penso que nessa altura terei pedido algo que muito iria melhorar o entendimento entre todos, à excepção das minhas colegas de grupo que logo choraram e desesperaram todos os outros experimentaram trabalhar juntos (para mim foi bastante positivo, a todos os níveis). Mas hoje sei que foi tarde demais e que foi muito curto.
Eu acho natural que as pessoas se juntem em grupos, com os que melhor se identificam , com os que se divertem mais, até acho muito bem. O que me parece um pouco retrógado, ou mesmo anormaloide , é fechar-mo-nos nesses grupos. Quando por achar-mos que estamos em perigo, ou que podemos mudar um pouco por influência de terceiros, rejeitamos alguém que olha para nós como mais um dos SEUS.
A rejeição de abortos como a Gorda ou a Velha podem alguns pensar não é muito diferente,mas foda-se esses nunca nos viram como um dos SEUS (espero eu).
A menos de 15 dias de acabar as aulas, observei aquilo a que se pode chamar a preparação para não deixar saudades. Como é possivel, passar-se por colegas com quem partilhamos 4 anos de vida, e nem sequer um proferir um "olá"? Passar e sentar-se num lugar distante, onde possamos estar de costas voltadas, onde nem te vejo nem te ouço. É possível porque isso acontece. É muito giro rir quando gritamos "princesa", é muito giro dizer que eu abuso.
Mas digo-vos é muito mais giro quando eu posso abusar convosco, quando me posso rir convosco. Não é a mesquinhice que perdura no tempo, é a confiança, a cumplicidade, a amizade.
Quando vejo que no último jantar de turma estão mais pessoas, que nunca se sentaram na mesma sala de aula que eu do que os que se sentaram, por um lado vejo que fiz óptimos amigos (só são bons os que conhecem ainda mais do que nós, e têm tão boas ou melhores amizades do que as nossas), mas por outro lado vejo que há muitos na minha turma que provavelmente foram apenas da minha sala de aula.
São os que perferem ter como ultimas memórias uma pálida imagem de verdadeira amizade.
Pois é, eu tenho verdadeiras amizades na minha turma, será que essas pessoas têm? Será que se algum dia estiverem durante muito tempo longe dos seus amigos, no momento do reencontro será como se nunca se tivessem separado?
Apetecia-me ser mais pessoal, poder dirigir a critica directa às pessoas que hoje critico, aos tios africanos, e aos que chamaram parvo ao tio africano por rejeitar a amizade desinteressada que lhe foi sempre oferecida. Apetecia-me, mas eles nem merecem que assim o faça.
Apenas fica um grande abraço para todos os que sem merdas, sem mesquinhices se abrem o suficiente para aproveitar as diferenças entre nós, para aproveitar os momentos únicos que podemos passar, para os que um dia ao deitar-se pelo menos uma lágrima de saudade vão deixar fugir. A esses nada lhes invejo mas com esses muito partilho, não só os momentos únicos mas os momentos de saudade, e se há dor que sabe bem é esta que apenas em português se escreve de uma só vez.
P.S. Jolie e Crazy Woman eu adoro-vos, não vos dedico este post porque estou a fazê-lo sem as positive vibes que vocês me transmitem, hei-de escrever um para vos mostrar o que sinto quando estou na vossa presença.
E Foda-se pros que acham que em tudo tem que haver a água e o azeite.
segunda-feira, junho 06, 2005
Viva a liberdade de expressão...
http://dn.sapo.pt/2005/06/06/suplemento_negocios/classe_media_esta_15_mais_pobre_desd.html
Viva La Revolucion
"Os portugueses têm sido muito pacientes face ao significativo empobrecimento que sofreram nos últimos anos", considera Carlos Pereira da Silva, professor catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão... in Diário de Noticias de hoje 6/6/05.
Pacientes o caraças, os portugueses são é quase todos estupidos. Neste país contestar o poder é ser-se comuna. A maioria dos labregos que habitam este pedaço de terra acham que ter um telemóvel, uma casa que nunca irá valer o que por ela pagam durante a vida inteira, um automóvel que lhes leva metade do ordenado é ter qualidade de vida.
Se em quatro anos perdemos 15 % dos trocos que temos na algibeira, e tudo em prol de um sacrificio patriótico que resultou em rigorosamente nada, como é que estes pulhas de merda querem que agora voltemos a sacrificar as poucas joias que temos para mais um designio tuga?
Sabe-se agora que a ADSE e todos os seus subregimes vão passar para o regime geral, isto é, todos os desgraçados que descontam para o seu regime especial, vão agora pro geral. Fala-se até na ADME que é a ADSE dos militares, aí é que a coisa ganha contornos já um pouco perigosos.
Muita gente acha que a revolução de Abril de 1974 deu-se porque a esquerda apoiada em França, ganhou uma voz reinvidicativa que era impossivel silenciar, formando uma onda revolucionária que acabaria ao som de Grândola Vila Morena por destituir Marcelo Caetano. Nada me parece mais romântico que esta tese, mas vendo com olhos de ver, não me parece que o Mário Soares, ou o Almeida Santos, ou o idiota filho-da-puta do Durão Barroso pudessem algum dia avançar sobre Lisboa sem o apoio dos militares.
Hoje em dia a situação está ao rubro novamente, parece-me que os srs. que na quinta da marinha amontoam os seus carros de luxo, os seus health clubs, os seus lucros de fugas aos impostos , urbanismo selvagem, reformas acumuladas (essa nova moda), desvios e compadrios não se apercebem, mas já há muita gente preparada para abdicar desta sonolência idiótica e passar à acção.
Tenho uma leve esperança que este governo mexa nos direitos dos militares, que lhes tire algo que de facto os enfureça, que os obrigue a agir. Não pretendo eu um regime militarista, nem ditatorial, mas uma limpeza geral a esta vergonha a que chegámos.
Esta semana ouvi o palhaço do Belmiro de Azevedo dizer que ter um emprego não é um direito é um privilégio, e que se as pessoas não lutam por esse privilégio então não têm direito ao mesmo. Lutar para o sr. Belmiro, pelo que já soube das normas do seu hipermercado Continente equivale a : se chegar 5 mins atrasado ao seu trabalho pode voltar para casa que este dia é contabilizado com uma falta injustificada.
Que merda de tolerância é esta? Se uma pessoa tiver um furo, apanhar um acidente, está tramada.
Eu também tenho um recado para si sr. Belmiro, se um dia tiver a hipotese fique a saber que os seus negócios são um privilégio e que se você não vier lutar por eles eu levo-lhe uns quantos, seu palhaço do caralho.
Estes gajos não perderam 15% da sua riqueza de certeza, pelo que tenho visto nunca enriqueceram tanto como nos ultimos anos de crise. O que me assusta é que muitos dos portugueses com a minha idade com estudos superiores acha tudo isto normal, têm a eterna esperança de largar o barco dos coitadinhos, ser gerentes de uma das dependências desses grandes grupos económico-fodilhões de tudo e todos, e defendem que quanto menos direitos tivermos melhor, quanto mais enrabados mais ricos estamos, neste país que pelos vistos está à venda num leilão perto de si.
Pró caralho a todos os filhos da puta que se estão a marimbar pro futuro de todos os portugueses, patriotas do olho do cu. Paulinhos das Feiras, Durão Manhoso, José Infante Sócrates, Chico Louças, Cassetes vermelhas, todos com tachos e a palrar mas a única coisa que nos fazem é gamar e envergonhar.
Pacientes o caraças, os portugueses são é quase todos estupidos. Neste país contestar o poder é ser-se comuna. A maioria dos labregos que habitam este pedaço de terra acham que ter um telemóvel, uma casa que nunca irá valer o que por ela pagam durante a vida inteira, um automóvel que lhes leva metade do ordenado é ter qualidade de vida.
Se em quatro anos perdemos 15 % dos trocos que temos na algibeira, e tudo em prol de um sacrificio patriótico que resultou em rigorosamente nada, como é que estes pulhas de merda querem que agora voltemos a sacrificar as poucas joias que temos para mais um designio tuga?
Sabe-se agora que a ADSE e todos os seus subregimes vão passar para o regime geral, isto é, todos os desgraçados que descontam para o seu regime especial, vão agora pro geral. Fala-se até na ADME que é a ADSE dos militares, aí é que a coisa ganha contornos já um pouco perigosos.
Muita gente acha que a revolução de Abril de 1974 deu-se porque a esquerda apoiada em França, ganhou uma voz reinvidicativa que era impossivel silenciar, formando uma onda revolucionária que acabaria ao som de Grândola Vila Morena por destituir Marcelo Caetano. Nada me parece mais romântico que esta tese, mas vendo com olhos de ver, não me parece que o Mário Soares, ou o Almeida Santos, ou o idiota filho-da-puta do Durão Barroso pudessem algum dia avançar sobre Lisboa sem o apoio dos militares.
Hoje em dia a situação está ao rubro novamente, parece-me que os srs. que na quinta da marinha amontoam os seus carros de luxo, os seus health clubs, os seus lucros de fugas aos impostos , urbanismo selvagem, reformas acumuladas (essa nova moda), desvios e compadrios não se apercebem, mas já há muita gente preparada para abdicar desta sonolência idiótica e passar à acção.
Tenho uma leve esperança que este governo mexa nos direitos dos militares, que lhes tire algo que de facto os enfureça, que os obrigue a agir. Não pretendo eu um regime militarista, nem ditatorial, mas uma limpeza geral a esta vergonha a que chegámos.
Esta semana ouvi o palhaço do Belmiro de Azevedo dizer que ter um emprego não é um direito é um privilégio, e que se as pessoas não lutam por esse privilégio então não têm direito ao mesmo. Lutar para o sr. Belmiro, pelo que já soube das normas do seu hipermercado Continente equivale a : se chegar 5 mins atrasado ao seu trabalho pode voltar para casa que este dia é contabilizado com uma falta injustificada.
Que merda de tolerância é esta? Se uma pessoa tiver um furo, apanhar um acidente, está tramada.
Eu também tenho um recado para si sr. Belmiro, se um dia tiver a hipotese fique a saber que os seus negócios são um privilégio e que se você não vier lutar por eles eu levo-lhe uns quantos, seu palhaço do caralho.
Estes gajos não perderam 15% da sua riqueza de certeza, pelo que tenho visto nunca enriqueceram tanto como nos ultimos anos de crise. O que me assusta é que muitos dos portugueses com a minha idade com estudos superiores acha tudo isto normal, têm a eterna esperança de largar o barco dos coitadinhos, ser gerentes de uma das dependências desses grandes grupos económico-fodilhões de tudo e todos, e defendem que quanto menos direitos tivermos melhor, quanto mais enrabados mais ricos estamos, neste país que pelos vistos está à venda num leilão perto de si.
Pró caralho a todos os filhos da puta que se estão a marimbar pro futuro de todos os portugueses, patriotas do olho do cu. Paulinhos das Feiras, Durão Manhoso, José Infante Sócrates, Chico Louças, Cassetes vermelhas, todos com tachos e a palrar mas a única coisa que nos fazem é gamar e envergonhar.
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