sexta-feira, setembro 30, 2005

A minha pukanina já sabe andar de bicicleta

Consegui finalmente fazer a minha pukanina andar de bicicleta. E lá foi ela a pedalar pelo parque fora, alegre e sorridente.
Não há nada melhor do que o sucesso, principalmente quando pensamos que provavelmente não o vamos alcançar.
O pior mesmo é que tudo tem um preço, e a queda fatal veio depois, resultado uma entorse dolorosa, e o cancelamento do passeio a Amesterdão este fim-de-semana.
Bom podia ter sido pior, afinal de contas continuamos felizes, juntos e ama-mo-nos muito.

quinta-feira, setembro 29, 2005

A irresponsabilidade

Paga-se cara...

terça-feira, setembro 27, 2005

A imprensa tem dono



Não há órgão de comunicação social mais canino que o DN. Talvez pela grande influência que o grupo PT (empresa com capitais maioritáriamente públicos) tinha ou tem sobre este diário nacional, o DN anda sempre ao sabor das cores partidárias dos governos vigentes.
Parece-me mau não só para o jornal em si como para a própria democracia.
Os ataques feitos a Manuel Alegre e a tentativa de minimização de impacte que a sua candidatura está a ter, é no minimo vergonhosa para um jornal com a história do DN. A ser assim acredito que não vá durar muito mais anos.

sábado, setembro 24, 2005

Um golpe neste estado


Mesmo longe do meu país, continuo a acompanhar a actualidade cada vez mais irrealista em que o meu país navega.
A classe politíca é talvez juntamente com os trabalhadores da EMEL e a população prisional, a maior escória do país. A diferença é que dos outros dois, uns não mandam nada e os outros só mandam nos lugares de estacionamento. Já os filhos-da-puta dos politícos mandam em tudo, e no que não mandam tentam pôr a pata.

Ver a Fátima Felgueiras fazer o circo que fez no meu país provoca-me dois estados de alma revolta e resignação.
Fico revoltado porque para se ser, por exemplo segurança de supermercado em Portugal, tem que se ter o cadastro limpo. É uma profissão muito exigente, e que requer um alto nível de qualificação civica. Já pra se ser politíco e se candidatar a uma Câmara Municipal, em Portugal até um foragido tem o direito. Se esta sra. tem um mandato de captura como pode ser aceite uma candidatura num estado de direito e democrático?

Sejamos sinceros, nasci num país terceiro mundista e que ao invés de muitos outros não luta pelo desenvolvimento, luta pela degradação.

A resignação vem quando não há um grupo de pessoas que se revolte e vá até Felgueiras demonstrar que o resto do país ao contrário de uma maioria ignorante que por lá tem votado, está farto destas palhaçadas. Eu acho incrível como é que a PJ não prendeu o ex-marido da autarca, a sua filha (jornalista na RTP) e o seu filho por auxilío a fuga, quando ficou provado que os três seguiram juntamente com a corrupta para Madrid quando esta fugiu para o Brasil. O Juíz que telefonou a Fátima Felgueiras avisando-a que teria um mandato de detenção também não ficou minimamente lesado com tal crime, de auxilio a fuga e quebra do segredo de justiça.

Resta-me parafrasear uma frase que li num blog vizinho, que em Portugal nesta podridão, há que dar um golpe neste estado (de coisas).

Segue-se um belo poema de quem ultimamente tem demonstrado que mais do que ninguém mereciamos ter como Presidente da Republica, Manuel Alegre.





«Trova do Vento que Passa»

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Judas vais pra prisa...



Portugal continua em grande, e quem não vai perder o dia da revolução sou eu. Espero que os meus co-cidadãos um dia se revoltem ponham estes pulhas a andar daqui- Politícos puta que os pariu.

Aqui vai algo que há mais de 5 anos eu já havia dito sobre o corrupto do Judas e a empresa A. Santo, o Ps de Cascais e todos os que andaram na panelinha pra estragar o concelho onde nasci.
Mas infelizmente tal como Fátima Felgueiras e outros pulhas vão todos safar-se e a população portuguesa vai continuar a empobrecer no espirito, no bolso e na qualidade de vida.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=193761


Eu não vou parar uma eventual revolução....

sexta-feira, setembro 23, 2005

Campeão

Queria deixar aqui um voto muito forte para o meu amigo Dioguinho, mais conhecido pelo público por João KO Diogo, que amanhã vai disputar em Agadir, Marrocos o titulo mundial de Kickboxing da WAKO.

Sabes que pra mim és sempre um campeão, por isso ganhes ou percas o titulo, tens sempre aqui um grande amigo e um fã incondicional.

KO nesses gajos todos...

Só para informar que nas meias finais, o adversário aguentou até ao segundo round, sendo eliminado por El Matador com um KO.

Mais infos em www.joaokodiogo.com

terça-feira, setembro 20, 2005

Viver fora de casa

Agora mais do que nunca percebo o quão se pode crescer vivendo fora de casa dos pais.

Não quero com isto dizer que viver fora de casa dos pais torna automaticamente uma pessoa mais madura, ou até uma pessoa melhor. Na minha opinião, viver fora de casa pode ser encarado pela pessoa que experencía esse momento de duas formas.

Ou reproduzimos a vida que levavamos em casa, isto é cozinha-se mais, lava-se mais a louça (não há dinheiro pra máquina de lavar), vai-se mais vezes às compras, etc.

Ou vivemos a nossa casa. Convida-se uns amigos, conversa-se, bebe-se um chá fuma-se um cigarro, trocam-se informações sobre as coisas mais normais do dia-a-dia, e planeia-se os programas pra depois em conjunto com alguns amigos.

Um dia jantamos em minha casa, no outro jantamos noutra casa, umas vezes juntos outras vezes sozinhos.

Claro que ninguém foge ao esquema de lavar roupa, lavar a cozinha, a casa de banho, tentar manter as coisas arrumadas, mas isso não significa que não se pode viver na casa, sujá-la, desarruma-la, e cagar nessas porcarias por umas horas de bom relaxe e boa vida.

Os momentos para nós são maiores, pensamos mais vezes nas opcções que fazemos ou que fizemos, mas sobre isso o blog não irá falar- já chega de problemas coitadinho...

Bom em suma estou feliz por ter tido a coragem de me lançar à aventura, estou a crescer aqui, e começo a ver o quão pequenino Portugal pode ser.

Hoje os problemas do passado são pequenos, a vontade de voltar a encontra-los também estou farto dos euromilhões e dos sabichões, dos que se foram e dos que se vão...

Sinto apenas e já é muita emoção, a falta dos que amo e dos que me amam, familia, namorada e amigos. Esses sim serão talvez um dia a maior razão pro meu regresso.

sábado, setembro 17, 2005

O Erotismo na nossa vida...

O Erotismo é visto na vida como algo lindo. Pelo menos na minha é de certeza.
Misturar erotismo com vergonha é como misturar água com lama, apenas vai retirar a beleza da coisa.
Saber falar de erotismo também não é dificil, mas por vezes é preciso manter um nível de concentração que nos leve para um ponto em que o erotismo desenvolve até a nossa própria sexualidade.
O corpo da mulher é lindo, e quando amamos alguém e vemos a beleza do seu intimo, mas também do seu corpo, então estamos no campo do erótico.
Não se pode ser erótico ou ter beleza sexual se apenas mostramos um embrulho, tem de haver um sex-appeal interior. Uma linguagem corporal que nos mostre que de facto por dentro daquele corpo magnifico, está algo tão ou mais belo que a própria imagem.
Eu sou feliz...

sábado, setembro 10, 2005

Um abraço

Uma nota, quero enviar um abraço aos que resistem...

Less Whiskas

To my friend Arnie


Hope you experience the best of your next journey at least the same as I'm doing here in Breda.
I'm really sorry you have to go to, but in January we will laugh and change histories of our exchanges programs.

I hope your contribution to the positive way that this group lives, keeps on while you´re away but never really left.


And you're my first face photo, from now on who knows I can put some of my friends online.

Não esquecer
















"Primeiro vieram buscar os judeus e eu não me incomodei porque não era judeu.

Depois levaram os comunistas e eu também não me importei pois não era comunista.

Levaram os liberais e também encolhi os ombros. Nunca fui liberal.

Em seguida os católicos, mas eu era protestante.

Quando me vieram buscar já não havia ninguém para me defender…"


Não se trata de uma questão apenas de justiça, penso que esta frase em parte também me ajuda a guiar pelo meu percurso. Se me acomodar ao sofrimento de outros que não o merecem, então eu próprio estou a contribuir para o mesmo.

Se me acomodasse à vida que estava a levar, então eu próprio estaria a contribuir para minha infelicidade e decidi vir, e procurar algo diferente, mas também procurar-me.

Encontrar o equilibrio no qual eu posso decidir o que de facto é positivo para a minha vida, e o que não é. É como se tivesse a possibilidade de limpar um pouco o que está a mais no meu espaço de vivência. Não me refiro a pessoas, refiro-me a tudo, até algumas crenças que tenho e que neste momento questiono se serão algo positivas para mim como pessoa.


Quando planeei a minha vinda, sabia que ia gostar e que ia ser uma experiência espectacular, mas agora que aqui estou percebo que nem eu consegui imaginar o impacto de uma experiência destas pode ter na minha vida.

É dificil poder explicar o que me vai acontecendo dia-após-dia, mas penso que aqui cresço como pessoa, desloco as minhas influências vou absorvendo outras e questiono bastante o que me rodeia e o que me rodeava em Portugal.

Aprender a lidar com a limitação de estar num país diferente, com uma cultura diferente, uma sociedade muito diferente, e um custo de vida elevadissimo também me mostra o que tenho andado a perder em Portugal.

Aqui as pessoas procuram dar-se com quem gostam, saem de casa dos pais para viver com amigos, e namoram com pessoas que também vivem com amigos (nem todos os casais vivem juntos). Todas as noites há um pequeno programa, como um chá musica e conversa, ou ver filmes que cada um trouxe, ou ir beber um copo a um bar, ou uma festa em casa de alguém (bem poderosas).

Conhecer um grupo de amigos de várias nacionalidades, e encontrar pessoas que apesar de terem crescido a milhares de kms de mim, parece existir uma ligação muito próxima construída em tão pouco tempo.


Sinto falta da minha familia, da minha namorada e dos meus amigos, mas desde que eles estejam todos bem, eu vou continuar a acreditar que todo o esforço que fiz e faço, e que outras pessoas fizeram e fazem por mim , vai ser altamente recompensado no meu futuro e na minha própria felicidade.

quinta-feira, setembro 01, 2005

Lutar pelo que quero...

Toda a vida tenho lutado pelo que quero, e posso dizer que muitas vezes o tenho conseguido.
Desde que cheguei à Holanda para fazer um ano de erasmus, que dia após dia tenho-me sentido mais realizado.

Sinto-me tão bem agora que estou a cumprir este objectivo de viver fora, num país que sempre me disse tanto.

Não é pelas drogas como a maioria das pessoas pensa que este país tem encanto. Este país tem muito mais para oferecer do que drogas e bem mais interessantes .
O civismo é algo que não existe no vocabulário dos holandeses, ele está expresso no seu modo de vida. Aqui não se vê carros em cima dos passeios, pouco trânsito, não há animais abandonados, nem pedintes (encontrei um maluquinho no outro dia, foi o único que me pediu dinheiro).

Quase toda a gente fala inglês, até agora só encontrei uma pessoa que não o fazia, mas também me pareceu que holandês não era o seu forte.

Bom ainda ando aqui um bocado desorientado sem saber bem o que fazer. Mas tudo está a decorrer dentro da normalidade, já conheci muitas pessoas desde a Bulgária, à África do Sul, Alemães com fartura, Holandeses, Espanhois, etc.

Uma curiosidade, apesar de pensarmos que há um português em cada canto do mundo, para além de não ter visto nenhum em Breda, já devo ter encontrado 4 pessoas que nunca conheceram um português em toda a sua vida.

A Holanda é muito bonita, já fui à praia aqui, já fui a um churrasco organizado pela NHTV, e tenho passeado muito , tanto de bicicleta, como a pé.
Breda é também muito bonita, tem um parque enorme no centro da cidade, é rodeada por uma floresta e por um lago gigantesco, muito pequeno-comércio e muita vida no Centro. Eu vivo a 2 minutos do centro e dos bares o que acaba por ser positivo, já que em caso de emergência alcoolica poderei arrastar-me em dois membros pelos 600 metros que separam os bares da minha strasse.

Desde que aqui cheguei tenho feito alguns amigos, e fui muito bem recebido tanto pela Lisa (rapariga que divide a casa comigo), como pela Pia (uma amiga que está cá sempre). Ainda me vou tornar um vegetariano, já que aqui é dificil encontrar alguém que nunca o tenha tentado.