Porugal é um país bonito, mas cada vez mais estou consciente que ainda que geográficamente esteja ligado à europa, a mentalidade portuguesa está cada vez mais longe.
O português não tem causas, não se move, não pensa e não discute. O português aceita o que lhe dão, inveja o que não tem, e luta contra o seu semelhante para que este não pise os calos a quem mantém a todos como submissos.
Se ainda me alegrei com a chapadona de luva branca que uma maioria deu neste ultimo referendo aos movimentos hipocritas, continuo a sentir que somos uma sociedade pequena e mesquinha.
Agarrados a uma segurança que não existe, a uma crença que não ajuda, o português compra casa, e carro e não quer chatices. Não viaja, não vê o mundo, não sofre os males de esses tipos que para viver arriscam a morte num barco pelo mediterraneo, não veêm o racismo, não veêm a miséria, não se assustam com as "leis de mercado" que deixam familias na miséria, em Portugal o que é bom é ser-se executivo.
Lembro-me que quando aí estava e falava com os executivos, eu era o comuna ( e eu que de comuna não tenho nada, simplesmente porque estudo história), de executivo tão pouco tenho muito. O que creio ter e que vejo faltar a muita gente é visão periférica para ver o que está ao meu lado.
Existe miséria, existe racismo, xenofobia, existem causas, existem coisas belas e feias, existe o sol e a chuva. Aprecio tudo e disfruto do que é bom, e luto pelo que está mal se acabe.
Não nos cabe julgar quem se sente descontente, cabe-nos penso eu, tentar entende-los.
1 comentário:
Ainda é muito a ideia de que o "Doutor" é que sabe o que é bom r o que é melhor para nós. Para tal basta vestir um fato para se ser "doutor" e ser identificado como tal.
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