A doçura dos 27 anos é chegares a casa às 4:00, e às 9:00 saltares da cama a correr porque vem um casal ver a casa da tua mãe (onde por norma já nem devias viver).
Depois de saires para cumprimentar as pessoas, e com a sensação de que te safaste bem, apesar do estado em que estás, olhas para baixo e surpreendeste com a tua estupidez.
Fui rápido é verdade, saltei da cama e vesti-me enquanto eles subiram tres degraus da escada, mas nao vestir boxers e por má sorte não apertar a breguilha é demasiado idiota.
Já estou por cá há quase 3 semanas, e devo dizer que para já, o regresso não está a resultar.
O verdadeiro problema é que já estou desenquadrado desta vida portuguesa.
Estou aqui há 3 semanas e ainda não conheci uma pessoa nova, nem conheci nenhum sitio novo, não há uma coisa fora do lugar onde sempre esteve. Para mim isso já não faz sentido. Passei de um ritmo alucinante de descobertas (algumas muito duras), para um travão de mão na minha vida.
As pessoas têm a sua vida, algumas familia, com filhos à mistura, outras trabalham duro, outras continuam sem fazer nada.
Para sair à noite é um suplicio, para ir à praia é quase pedir por favor ou ir sozinho, e depois os combinanços do costume para fazer as coisinhas do costume. Um marasmo total, um atrofio.
Por não me conseguir adaptar a isto, vou esperar que venha a Miriam a Portugal e bazo daqui, para qualquer lado. Há 3 destinos pelo menos com boas perspectivas, vamos lá ver qual deles sai na rifa.
Sempre senti um desprezo por livrosde auto ajuda, e confesso que o mesmo sentimento é derramado para os desgraçados que os leêm.
Vejo-os como simples passagens a escrito do que deveríamos por nós próprios materializar, ou que simplesmente escolhemos não o fazer por preguiça.
Enfim somos tristes, somos uns falhados , mas pelo menos podemos seguir com um sorriso largo na cara, mas apenas porque um tipo com o mesmo nível literário dos guionistas de uma qualquer "produção nacional", nos disse algo que por inaptidão mental não conseguimos pensar por nós próprios.
É a triste sina de ser inteligente, mas não o suficiente para vizualizar a quantidade de idiotas que nos rodeia, que nos separa de uma fortuna como escritor de best-sellers de auto-ajuda.
Aposto que um tipo que venda em Portugal um livro, do tipo "como ganhar a vida sem sair do meu bairro", ou "trabalha tu até aos 65, que eu sou deputado", fazia uma fortuna.
Deixo-vos com um clássico da web, por motivos passionais e de um efectivo homem que não consegue por agora rejeitar que continua apaixonado, vai com legendas em espanhol.
Em dia de sucessos, aqui deixo também o site do Programa de Culinária mais cool da Peninsula ibérica, o Entre Pratos do Henrique.
O Henrique também um amigo de longa data, e um Chef de Cozinha de renome nacional, delicia-nos com as suas receitas de ingredientes estranhos, fusões estrambólicas e muito boa onda.
O Henrique foi cozinheiro do ano 2005 em Portugal, neste momento é Chef de Cozinha do Hotel Sheraton em Lisboa, e um amigo impecável. Casado com a Natalie e com uma filha linda, o Henrique continua na sua escalada para o sucesso. Arriscou e ganhou mais uma história de sucesso que todos devemos apreciar.
Conhecemo-nos há muitos anos, a Ana era prima da namorada de um amigo meu, e de repente encontramo-nos na mesma turma do 12ºano na Secundária da Madorna.
A Ana gostava de cantar, tinha inclusive um projecto Pop com pouca expressão, e como tudo na vida, arriscou e mudou-se pro bairro do Fado.
Sim o fado foi dado por morto com a morte da Amália. A verdade é que depressa outros ocuparam o seu lugar, e ainda que alguns velhos do Restelo queiram manter o fado como algo fechado sem evolução aparecem sempre pessoas como a Ana a querer dar-lhe mais vida e abri-lo ao mundo.
Depois de Tourneés pela Europa, um prémio Edisson, e concertos no Japão e outros países asiáticos a Ana aparece associada a um projecto com os Rolling Stones.
Com o tempo aprendes a valorizar os exitos dos que te estão próximos e a Ana merece todo o nosso respeito e admiração. É possivel concretizar os nossos sonhos, a Ana consegue alcançar um patamar que provavelmente nem ela sonhou, mas trabalha que se farta. Merece isto e muito mais, por isso desde este insignificante blog desejo-lhe todo o sucesso do mundo e que principalmente seja feliz fazendo o que mais gosta.
Este país tem muito potencial, não tenho dúvidas. A minha única questão é saber se nós a arraia miuda temos possibilidade de vingar com novos projectos.
Um blog serve para algo mais que colocar videos. Tenho a perfeita consciencia disso, e sei que não cumpro o meu dever de bloguista de explanar aqui uma boa literatura e abrir o peito às balas, dar-vos a conhecer o meu estado de espirito no momento da escrita.
Neste momento refugio-me como bloguista numa série de videos, uns melhores outros piores, mas acreditem em mim, "não é para vos prejudicar".
Não estou mal, nem tenho tendencias suicidas nem nada que se pareça, mas provavelmente nunca estive num ponto tão interrogativo da minha vida como estou agora.
Custa portanto escrever aqui algo, quando eu próprio estou a reflectir sobre isso. Sim posso-vos dizer que viver em Portugal é um choque. Voltar a esta mentalidade de personalidades regulamentadas, ideais tradicionais e machistas, modus vivendi da aparência sobre todas as qualidades humanas, é deprimente e continua a motivar-me para escapar-me deste rectangulo a que chamamos Portugal.
Em menos de uma semana voltei a fazer coisas que gosto, infelizmente fui sozinho porque claro o meu ritmo de vida agora está desfazado do ritmo de qualquer outra pessoa. Primeiro fui patinar para o Paredão (faz milagres, é como ir a um bom psicologo e sacar tudo o que nos está dentro, como dizia o Manel "ir patinar aí abre-te a cabeça"). E em segundo lugar fui dar uma volta ao Bairro Alto.
Uma cervejinha aqui outra ali, caras conhecidas outras desconhecidas e decido ir passear pelas ruas desertas do Chiado a Alfama. Em boa hora o fiz.
De repente dou por mim no meio de um grupo consideravel de boa gente a tocar musicas medievais e a dançar-las. Um violino uma especie de guitarra (tipo banjo), uma guitarra classica acompanhadas por uma ou duas flautas bastante profissionais. Tudo isto no Largo do Carmo. O meu peito encheu-se de alegria, afinal ainda existe a Lisboa que me apaixona, a Lisboa de encantos e deslumbramentos atrás de cada esquina.
Se há algo que ainda não vi igual em nenhuma cidade de nenhuma país por onde estive é essa maralhivosa criatura chamada Lisboa. Uma cidade única com um encanto único.
Como dizia o Marco Paulo, eu tenho dois amores e um deles chama-se Lisboa.
Bom amiguitos e amiguitas quero também dar-vos uma noticia fresquinha. Decidi que ficarei até finais de Agosto, e vou esforçar-me por me adaptar a esta vida portuguesa, e se não conseguir pois vou de novo à descoberta. Para quem conhece o Andac, ele propos-me uma bela aventura mas só em Janeiro quando ele acabar o serviço militar na Turquia.
Um grande abraço e espero que este post compense a falta de vontade exposta nos ultimos tempos.
Vinha a ouvir esta musica no carro com a Rita, e apeteceu-me partilhar convosco.
É engraçado que quando ainda tinha uma esperança na minha ex relação nunca me apercebi desta musica, e agora que já a deixei voar, e não quero voltar atrás percebo a letra.
Para mim infelizmente já está over, espero que vocês possam seguir acreditando nos vossos amores, eu continuo a acreditar no amor, só tive que deixar de acreditar neste que vivi até há pouco tempo.
I'll live for you I'd die for you Do what you want me to I'll cry for you My tears will show That I can't let you go
It's not over, not over, not over, not over yet You still want me, don't you It's not over, not over, not over, not over yet Cos I can see through you It's not over, not over, not over, not over yet
Don't let me down Don't make a sound Don't throw it all away Remember me So tenderly Don't let it slip away
It's not over, not over, not over, not over yet You still want me, don't you It's not over, not over, not over, not over yet Cos I can see through you It's not over, not over, not over, not over yet
Ooooh... Yeahh...
I'll live for you I'd die for you Do what you want me to I'll cry for you My tears will show That I can't let you go
It's not over, not over, not over, not over yet You still want me, don't you It's not over, not over, not over, not over yet Cos I can see through you It's not over, not over, not over, not over yet You still want me, don't you It's not over, not over, not over, not over yet Cos I can see through you (Yeahh)
Yo pisaré las calles nuevamente de lo que fue Santiago ensangrentada y en una hermosa plaza liberada me detendré a llorar por los ausentes.
Yo vendré del desierto calcinante y saldré de los bosques y los lagos y evocaré en un cerro de Santiago a mis hermanos que murieron antes.
Yo unido al que hizo mucho y poco al que quiere la patria liberada dispararé de las primeras balas más temprano que tarde sin reposo retornarán los libros las canciones que quemaron las manos asesinas renacerá mi pueblo de su ruina y pagarán su culpa los traidores.
Un niño jugará en una alameda y cantará con sus amigos nuevos y ese canto será el canto del suelo a una vida segada en La Moneda.
Yo pisaré las calles nuevamente de lo que fue Santiago ensangrentada y en una hermosa plaza liberada me detendré a llorar por los ausentes.
Tal como tenho uma facilidade incrivel em esquecer quem me faz mal, nunca poderei esquecer quem me quer tanto tanto tanto, como me quer a Miriam.
Se pudesse ter duas mães, ela seria a escolha.
Tratou-me como uma mãe trata o seu filho, e temos uma relação super bonita.
A ternura das suas palavras, a alegria que me contagiava, o amor que sentia a seu lado, fizeram-me sempre sentir um amor incondicional. Como se não bastasse foi ela quem deu a este mundo a Ana e a Nuria, outras duas mulheres excepcionais. O Amor levou-me a Valencia e quando voltei, trago no meu coração mais amor do que levava, um amor diferente mas igual de bonito.
Eu acredito no amor, e jamais poderei expressar o quanto eu sinto vocês longe de mim.
Miriam muchas gracias por todo, siempre te voy a querer tanto cuantas estrellas hay en el cielo, tu eres un amor de persona y nunca olvidaré lo que hicistes por mi. Te quiero para siempre como mi mama de España.
De volta a Lisboa, hoje fui com mais dois emigrantes o Canina e a Susaninha tomar um vinho de Porto ao miradouro do Adamastor.
Foi muito bom, falámos das nossas experiências no estrangeiro, dos nossos planos a médio prazo e dos choques que cada um sentiu quando foi para fora e quando voltou.
Para além de sermos todos emigrantes, também temos em comum a vontade de voltar a sair e abraçar novos projectos.
E como Lisboa tem sempre o seu encanto em cada canto, ao nosso lado juntaram-se uns quantos com uma guitarra na mão cantando musicas que me soavam familiares, uma delas era esta.
Ultimo dia em Espanha, amanhã regresso à base, por uns tempos pelo menos.
Vou conhecer o Guga, o meu segundo sobrinho que nasceu segunda-feira passada, já colocarei aqui uma foto, e falarei dele quando o conheça.
A minha viagem pelo norte foi muito boa, se bem que o momento agora é sempre visto como um pouco triste, mas assim que recupere o andamento colocarei aqui os videos e as fotos, e mais impressões. o País Basco é encantador.
Esta é a resposta que devemos ter na ponta da lingua, quando te aparecem as duvidas se estás a fazer bem as coisas.
Não vou olhar para trás. Deixei aqui uma casa que estava no centro de Valencia. Mas nessa casa nao era muito feliz, por isso o que é importante é deixar-la quanto antes.
Deixei o meu trabalho de productor de eventos numa empresa espanhola. É verdade que as oportunidades não aparecem todos os dias, mas aí também já não era feliz, era a unica solução a tomar, e estou feliz com ela.
Deixo Valencia e tudo o que aqui tinha, mas também já deixei Lisboa, com todos os que amo aí e não fui mais infeliz por isso.
Estão tomadas as decisões e há que viver a vida assim, sem olhar para trás, sem medo de errar. Dos maiores erros da humanidade surgiram as melhores descobertas.
Vou partir para uma nova descoberta... Desejem-me boa sorte.
Amanhã dia 2 de Julho vou de viagem com a Ceci e uma amiga.
Começamos em Barcelona e vamos de carro por todo o norte de Espanha.
dia 16 volto a esse cantinho à beira-mar plantado.É o regresso à pátria com a sensação do dever cumprido. Não estarão no aeroporto as mais altas individualidades do país, tais como José Engodo Sócrates e o presidente da Republica Anulado Cavaco Silva, mas estará alguém esperando a minha chegada para me levar a casa.
Vim para Valencia por amor e o amor durou 10 meses (nada mau). Uma boa experiência cheia de encontros e desencontros, de momentos de grande felicidade e de grande infelicidade. De novos amigos, de solidão, de descoberta e de desencanto.
Basicamente podemos sempre dizer que estivemos aqui e ali, mas a verdade é que nada te marca profundamente se não vives as coisas com intensidade e com vontade de viver-las.
Não me arrependo nada desta aventura, creio que a Valencia não voltarei para viver, mas deixo aqui bons amigos que voltarei a visitar.
A pergunta que se segue, é fácil. Onde vou parar dentro de uns meses? A que país emigrar em seguida. Espanha é uma tentação, Inglaterra, Alemanha e por fim Austrália são todos destinos que estão na lista. Mas a vida é uma caixinha de surpresas e não se fecha a porta a nada.