Há muitos anos que não me sentia tão bem com a vida, e sinto-me feliz por isso. Apetecia-me explicar como o consegui, e acho que o poderia fazer mas sempre que cruzo esta fronteira torna-se difícil comunicar. É como se os limites geográficos de Portugal impusessem um silêncio do meu interior que não sinto quando estou lá fora.
Pergunto-me se sou eu que sou culpado, ou se é o país em si, e não chego a nenhuma conclusão.
Cheguei a confessar a uma amiga minha que possivelmente esta necessidade que sinto de andar a saltitar de um lado para o outro não seria patológica e que em realidade deveria procurar uma ajuda profissional, que me explicasse o que se passa no meu interior. Nunca o fiz, e hoje em dia não tenho essa vontade.
A verdade é que estou muito feliz e é super bonito voltar a estar com a mamã e com o papá, com o meu irmão, a minha cunhada e os meus sobrinhos, e claro com os amigos que ainda se lembram de mim, ou que pelo menos desperdiçam horas do seu dia-a-dia para estar comigo, como se isso tivesse de facto uma recompensa.
A verdade é que queria escrever algo de importante neste post, e já me esqueci nesta altura o que era, por isso deixo a noticia, amanha ou depois marco o meu voo para Madrid. Irei antes do que pensava, mas não vou estar assim tão longe.
Não há culpados, simplesmente não é aqui o meu lugar, e não encontrei ainda nenhum lugar que fosse o meu. Madrid se tudo correr bem não será o meu poiso por muito tempo, e Copenhaga terá que me receber durante um aninho pelo menos. Aproveitem a vossa vida eu tento aproveitar a minha e amo todos os que me amam.
Viver é brutal!!!!
1 comentário:
Patologia séria seria ficares onde não queres ficar.
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