terça-feira, julho 29, 2008

Para a minha amiga...



Um dia disse-lhe "és a primeira amiga que faço na blogosfera". Ela riu-se com um Lol. Nem sempre é fácil acreditar que alguém pode ser nosso amigo desta forma. Por isso ela foi a minha primeira amiga neste formato. E das dúvidas nasceu esta nossa bonita amizade... pouco a pouco como tudo o que tem valor.

Tão longe escrevemos, sem nenhum amigo em comum e conseguimos ao longo do tempo conhecer-nos sem nos conhecermos.

Dia após dia eu dava um saltinho ao seu sitio, e ela voava por cima do sitio do pica-pau amarelo.

A amizade foi subindo como João subiu o pé de feijão. Nesta amizade não houve nem vinganças nem roubos como na história original, como escrevi ali em cima, tudo se desenvolveu pouco a pouco, como uma ascensão às nuvens.

E hoje à noite enquanto conversávamos, ela foi dormir e eu lembrei-me de uma passagem do livro do desassossego de Fernando Pessoa que demonstra bem o que as nossas amizades, e de como as pessoas de que gostamos fazem parte de nós.

A ela e a todos os meus bons amigos e familiares que me amam incondicionalmente dedico essa passagem. Obrigado a todos por serem este movimento que "gira só para que gire,sem que esse centro exista senão porque todo o círculo o tem."

Aqui fica a passagem na integra.

E eu, verdadeiramente eu, sou o centro que não há nisto senão por uma grande geometria do abismo; sou o nada em torno do qual este movimento gira só para que gire, sem que esse centro exista senão porque todo o círculo o tem. Eu, verdadeiramente eu, sou o poço sem muros, mas com a viscosidade dos muros, o centro de tudo com o nada à roda.


Fernando Pessoa em "O Livro do Desassossego"


Sem demérito pelos demais, devo dizer que também me lembrei de uma "frende" a Heinz. Juntamente com outras duas frendes desse lugar onde com 21 aninhos aprendi muito do que sou hoje, a Heinz também tem uma amizade de João pé-de-feijão que apesar de distante é-me muito querida. A Heinz tem um blog muito bonito e doce, como a amiga que nele escreve...

sábado, julho 26, 2008

Está na hora...

Mudamos as mentalidades pouco a pouco, e teremos um mundo melhor.

Desde o México sai esta campanha. Todos detalhes nesta notícia do Expresso.


E aqui mais, mas em castelhano. Desde México.

Portugueses de sucesso

Não posso só dar na cabeça dos portugueses, aqui também há portugueses de sucesso.

No meio da mediocridade, e sempre reconhecidos e recompensados por organizações ou públicos estrangeiros, eles aparecem aos poucos, gotas num oceano, mas muito louváveis.

Elvira Fortunato

Portugal e Brasil

Por ter um novo visitante do meu blog, quem felicito a sua presença e agradeço a honra de tal atenção.

Surgiu a tentação de colocar aqui um poema de um autor brasileiro e um português. A temática mais erótica de tais poemas, são por outro lado uma forma de contar algo que me passou de uma forma discreta e bonita, porque já dizia Honoré de Balzac "Respeitamos o homem que se respeita".

E os poemas são:


De Carlos Drummond de Andrade

A castidade com que abria as coxas

A castidade com que abria as coxas
e reluzia a sua flora brava.
Na mansuetude das ovelhas mochas,
e tão estreita, como se alargava.

Ah, coito, coito, morte de tão vida,
sepultura na grama, sem dizeres.
Em minha ardente substância esvaída,
eu não era ninguém e era mil seres

em mim ressuscitados. Era Adão,
primeiro gesto nu ante a primeira
negritude de corpo feminino.

Roupa e tempo jaziam pelo chão.
E nem restava mais o mundo, à beira
dessa moita orvalhada, nem destino.


E um dos meus favoritos e já repetidos nesta casa.

De José Régio


Soneto de Amor

Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma...Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!


sexta-feira, julho 25, 2008

"Não me obriguem a vir para a rua gritar"



As palavras deste senador brasileiro infelizmente tal lá como cá, são adequadas à realidade dos dois países.

Sempre gostei de massacrar as brazucas Dê e Nandinha. Nunca visitei o Brasil, espero em breve poder fazê-lo, mas eu sei que há um Brasil de grande valor e de gente com 2 dedos de testa e muito bom gosto. Nunca vos disse zucas, mas o vosso maior azar foi, é, e será a influência do povo português na vossa cultura.

Não há uma ex-colónia portuguesa que não esteja inundada por corrupção e governada por criminosos. Não é só Angola. São todos. Todos aqueles que roubam quem pouco tem, para encher bolsos dos que já têm muito são criminosos, e deveriam pagar pelos seus crimes.

É pena que pessoas como o senhor Jefferson Peres desistam. A frustração de lutar contra a mediocridade é natural, quando os que sofrem com estas vergonhosas actuações dos seus dirigentes, são os que mais facilmente se deixam enganar por estes mesmos medíocres.

Não lutemos com violência, não acredito nisso. Eu acredito na passagem da mensagem, da ética, da honestidade e só vos peço que façam o mesmo. Não temos que gritar, nem forçar ninguém a ouvir-nos, mas podemos passar a mensagem da verdade, a mensagem de quem tem vergonha. Os jornais já deixaram de o fazer por nós, eles também fazem parte do polvo.

P.S. Adorei a passagem "Elejam quem vocês quiserem, né. Podem até chamar o Fernandinho Beira-mar e fazer dele o presidente da República"...

Parece que está aí a minha oportunidade...

Pois é rapaziada, a coisa está a começar a ganhar contornos que vou apreciando tranquilamente.

Por vezes tenho uma vontade enorme de celebrar o que me vai acontecendo, mas já se foi o tempo em que as coisas tinham demasiada importância para não explodirem em euforia.

Hoje continuei os contactos telefónicos para o meu próximo trabalho e as expectativas estão cada vez melhores. Vou finalmente dedicar-me ao que estudei no final do meu curso. A gestão de patrocinadores em eventos culturais.

É um passo enorme que não pensei poder alcançar a curto prazo, mas como já afirmei aqui neste sitio muitas vezes, sou uma pessoa de sorte. A sorte traz-me muita responsabilidade. A minha função é muito importante e quem a consegue desempenhar eficazmente é sem dúvida um membro muito bem pago e requisitado neste mundo do espectáculo.

É triste pensar que tive que emigrar para outro país onde ninguém conhece o meu curso, para que me seja dada uma oportunidade destas. Em Portugal apesar de ter colaborado com empresas importantes do sector, nunca me foi dada a oportunidade de subir mais do que o que surgia como necessidade da organização.

Nunca senti sequer uma pequena vontade de apostar em mim como uma mais valia para qualquer uma das 2 empresas privadas com quem trabalhei na área do espectáculo. É aqui que reside a diferença entre uma economia pujante como a espanhola e uma economia débil e morta como a portuguesa.

Sem nunca ter trabalhado para a empresa que agora me contratará, é-me dada a possibilidade de desenvolver um projecto enorme, com uma enorme responsabilidade, um desafio que espero estar à altura. Mas mesmo acreditando em mim, e acredito, nada te pode dar mais segurança que a confiança de quem te contrata.

Nas duas empresas em que colaborei em Espanha a Cultural e agora esta, senti sempre uma vontade de quem estava acima de mim, de explorar o meu potencial, de me colocar à prova. A prova que isso traz vantagens para todos é que num ano acredito que não só eu, como todos os que trabalhámos juntos estamos muito melhor do que estávamos.

A minha saída (e em bom tempo) da Cultural e de Valência, fez-me crescer. Foi talvez uma das melhores decisões da minha vida. Não pelo que me passa agora, mas pelo bem que me trouxe a mim pessoalmente.

Deixei bons amigos na empresa mais hippie de espanha como lhe chamava o Javi, e agora parece que nos encontraremos em algumas produções.

É óptimo estar tranquilo e acreditar que somos capazes. Vou agarrar a minha oportunidade, e é muito recompensador pensar que as decisões que tomei até hoje com um pensamento e um objectivo sempre presente, dão os frutos que sempre busquei.

Coloquei primeiro o meu bem-estar pessoal, e depois o profissional veio ocupar o seu próprio espaço. Tenho que agradecer a todos os que acreditaram em mim, e que me apoiaram mesmo quando não entenderam as minhas decisões. Tudo isto acontece graças a vocês e à minha capacidade de sacrifício e aprendizagem das diferentes experiências que adquiri até hoje e de agora em diante.

Vou dando mais detalhes quando as coisas se concretizem, para já amanhã pode ser o primeiro encontro oficioso, onde recolherei os primeiros detalhes deste novo projecto.

quinta-feira, julho 24, 2008

Esta música faz-me lembrar

Faz-me lembrar as minhas noites de estudo na Holanda, quando descobri Cat Power com o seu enorme álbum The Greatest, este single enganchou-me.

The Greatest - Cat Power

Ladies & Gentleman

Abaixo deste Post estão as pessoas que me trouxeram ao Mundo. Posso gostar muito de todos vocês, e acredito que muitos dos que lêem este blog marcaram a minha vida de uma forma ou de outra.

Aquilo que também vos posso dizer é que estes dois meninos dos posts abaixo, que um dia(esse que infelizmente não me lembro muito bem), foram felizes juntos e tiveram-me a mim e a este rapazola da foto como seus dois filhotes, são os melhores Pais do mundo. São os melhores porque têm os seus defeitos, as suas histórias menos boas, mas quando as coisas correm bem ou mal, é sempre neles que penso.

Ontem quando recebi uma chamada determinante para o meu futuro, e de alguém importante aqui no meio profissional em que me esfrego, não estava especialmente emocionado. Pensei como estaria feliz o Zé se soubesse que alguém com tanto poder na área do espectáculo telefona de propósito ao seu filho para o contratar, e depois na Maria cujo o sonho é ver-me de volta numa aldeia do Alentejo como sempre pensámos um dia assentar arraiais.

Eu sei que estariam orgulhosos de mim, mas nesse momento não me saía da cabeça que a Maria está doente e que mais importante que nada no mundo, eu queria saber o que se passava com a minha mamã. Tudo e todas as decisões do meu futuro dependiam dela e do seu estado de saúde. Acabaram-se os tempos de despreocupação pelos nossos pais, agora toca-nos com quase 30 anos começar também a dar um pouco do que recebemos ao longo da vida, muito amor e atenção.

E este é o meu papá



Este é aquele grande maluco, que dizem que é meu pai. Eu acredito porque o tipo é fisicamente parecido comigo, se eu fosse careca e usasse bigode. É um pouco mais baixo que eu, mas é o meu pai e adoro-o.

Este amigo tem dificuldades em lidar com situações emocionalmente difíceis mas tem um coração enorme. Nunca me faltou nada e sei que enquanto possa, ele vai sempre querer o melhor para mim. Tens que descansar Zé, aproveita esses dias na praia. Também sinto muito a tua falta.

Tá velhote o sacana, mas continua a dar cartas no ténis, e continuo a pensar nele tanto quanto ele pensa em mim, sempre.

ups lá se cai a lágrima do emigras...

Sinto falta de algumas coisas


De dormir no meu quarto e dessa menina que aparece aí na foto.

Andei assustado com ela mas parece que está melhor. Ai ai ai estas mães que não se cuidam e deixam os filhos em pânico. Imagino a minha vida desprovida de todos os luxos, mas não a imagino desprovida dela.

Não levo a pior vida do mundo

Em Madrid não levo a pior vida do mundo, mas estas fotos são do meu telemóvel, por fim encontrei o cabo para liga-lo ao PC.

É normal que sejam de farra. Mas tenho umas de trabalho, aqui vão:

A caminho de Bilbao, pobre sozinho e num hotel 5 estrelas.


Stand da AUSA na feira de maquinaria industrial. Isso que se vê ao fundo são duas telas de projecção com 4 projecções sincronizadas. Não imaginam o que nos custou montar isso.


Ontem recebi uma chamada telefónica e a partir do dia 20 de Agosto acaba-se a paz de viver em Madrid. Vem aí uma catrefada de trabalho que segundo as primeiras perspectivas poderei estar fora de la capital, hasta finales de Octubre.

Aluga-se quarto em Setembro e Outubro.

quarta-feira, julho 23, 2008

Em telemoveis

The Cure ao vivo


Em Valência, no dia em que recuso um futuro seguro e o dobro do ordenado para ser feliz...

Em Orense durante a gravação de um anúncio.



Depois da noite de Boys Noize, chego à minha cama e vejo isto.

Assim viviam e celebravam nuestros hermanos no aeroporto a passagem à final da Eurocopa.


Ó pra ela na praça 2 de maio, com 5 latas de meio litro de cerveja vazias à volta do banco onde agora ronca uma siesta.




O terraço do edifício do circulo de Bellas Artes em Madrid tem esta vista sobre a cidade. Foi uma festa muito muito muito à frente. Bar aberto, muita chica guapa, boa musica e claro alguns amigos e moi meme.

O almoço da ressaca foi aqui em casa, claro com as presenças de Miguel Alvarez, Carlanga, Jaime, as minhas companheiras de piso, e eu.


A Pedriza, a norte de Madrid...


Moi meme depois de um Domingo madrugador, de escalada, ascensão ao topo da montanha, corrida com o Hugo de 15 a 20 mins a desce-la (não é tão fácil como parece). E claro a bela da siesta na margem do rio e uma cerveja fria com a montanha pelas costas.

Lisboa dos esquizos

segunda-feira, julho 21, 2008

Grande, Enorme musica de Tim Maia

Para todos os que ficam cegos pelo ódio

Eu tive sorte e aprendi que o ódio nos cega, nos consome, e magoa os que amamos, ou magoa quem odiamos, ou os que os amam.

Hoje deparei-me com um blog que fomenta um ódio cego. Em vez de responder com palavras de ódio respondo com este video, porque espero que um dia essa pessoa saiba que as palavras do Deus que segue são claras "Amai-vos uns aos outros, como Eu vos Amei"

Hoje vi



Um número enorme de pessoas a vasculhar os caixotes do lixo do El Corte Inglês aqui perto de minha casa.
Sei que isto é apenas uma parte insignificante da pobreza no mundo, mas não é por isso que deixo de querer IMAGINAR um mundo mais justo para todos...

Há escola no clube

domingo, julho 20, 2008

António Lobo Antunes

O projecto de mudar o mundo através dos meus livros ajudava-me, romper com os cânones, a tradição, o passado, dizer o que nunca havia sido dito.

sábado, julho 19, 2008

Que musica?

Estava sentado aqui com o Miguel, um amigo aqui de Madrid, e enquanto procurávamos e decidíamos que filme podíamos ver, apareceu-nos um DVD de um concerto de David Bowie. O Miguel soltou de imediato a confidência, sempre que vou para cama a primeira vez e a coisa corre bem, à segunda ponho o CD Ziggy Stardust e a coisa corre ainda melhor.

Pus-me a pensar, se alguma música poderia ter esse efeito em mim?

Creio que dependendo do tipo de sexo que se pretende, também a música deve estar adequada ao que se procura. Definitivamente a Soul é a minha preferida, para noites de intimidade, um Low-Fi também está bem, mas só como som ambiente muito baixinho, e depois para noites mais loucas, ainda não sei bem o que me poderia gostar. Vou pensando.

Definitivamente o que escuta o meu companheiro de apartamento não me põe nada fora de mim, mas as suas amigas também não, é tudo uma questão de gostos...

Montanha

Ontem estava programado ir à montanha à noite, dormir por lá e acordar cedinho para escalar. Após a escalada tomar uma banhoca no rio para enganar o calor.

Não aconteceu. Ao invés de um programa saudável como este, fomos pra casa do Hugo bebemos umas cervejas, juntou-se uma tropa considerável e voltámos pro meu bairro. Na praça de Santa Bárbara vivem-se novamente os tempos do botellón agora ilegalizado. Umas 300 pessoas sentadas no chão, conversando, soltando sonoras gargalhadas, os pontapés nas latas já vazias, os djambés e as guitarras, enfim o sonho de qualquer vizinho.

Aí sentados bebendo as cervejas Mahou compradas aos chineses e os "chupitos" de whiskey que alguém trouxe para nos deixar um sabor amargo na boca.

É bom viver aqui, simplesmente porque, em pequenos detalhes sentes-te vivo. Sentes que vives num local e consegues aproveitá-lo perfeitamente.

Pode ser que hoje se vá á montanha, mas para já saio a pé com o meu carrinho de compras,que já há pouca coisa pra comer neste antro. Depois ao Thysen mas desta vez sozinho. A minha companheira de exposições foi para a Galiza aprender a surfar.

Mãos ao alto, isto é um assalto



Li há uns dias em distintos jornais as declarações de Cavaco, o actual presidente da República na sua visita ao vale do Tâmega:

"Num momento em que foram reveladas algumas previsões preocupantes quanto ao comportamento da nossa economia, quero dizer aos portugueses que este é um tempo para não baixarem os braços"


Não te preocupes Cavaco, desde que tu e os companheiros "democráticos" tomaram conta do país que os portugueses ainda não conseguíram baixar os braços, porque num assalto a vitíma deve manter as mãos ao alto.

sexta-feira, julho 18, 2008

Conversa da Treta



"A minha posição não é de agora, já a tenho há mais de um mês. Não quero ganhar fora de campo, como tal a minha posição era que o Benfica não devia ir à Liga dos Campeões. Se não fomos classificados..."

Epá!! Que pena que esta entrevista não saiu a semana passada, porque era muito mais interessante saber a sua opinião pessoal uns dias antes da decisão do TAS. Este homem até vitórias internas tem à conta do FC Porto.

Esta e outra pérolas pagámos todos os portugueses que descontam para a RTP, numa entrevista bem executada pela jornalista Judite de Sousa. Pena é que o entrevistado não tinha o mesmo nível.

A demagogia a falta de coerência e a gramática triste de uma pessoa triste, seguida por milhares de tristes.

"O Benfica tava tão seguro daquilo que... que estava fazendo, que só um advogado que estava precisamente no tribunal, mais um jurídico nosso, em quanto que o F.C. Porto estava sim, penso eu que contratou três advogados suíços, mais advogados portugueses, era sinal que estava bastante preocupado."

Aqui também descobrimos que quando estamos seguros que ganhamos podemos sempre perder, se e apenas se levarmos menos advogados que quem ganha. A justiça vista por um erudito.


Bom o meu desejo é que continue no Benfica por muitos anos...

segunda-feira, julho 14, 2008

Venham mais cinco...

Ouvir Medina Carreira falar não é nenhuma surpresa. Parece estranho que ainda tenha a possibilidade de deixar esta mensagem em prime-time.

Eu sei que são dois vídeos longos, mas é importante ouvir este senhor.



Musica no blog


Finalmente este blog tem a sua própria lista de musicas.

Tentei que fosse o mais agradável para que pudessem ler tranquilamente mesmo com a musica aí por baixo.

Se a quiserem parar a lista de musicas, esta encontra-se na barra lateral mais abaixo.

Espero que gostem, recomendo The Peace por agora. Irei actualizando a playlist conforme tenha tempo, colocarei mais alguns êxitos.

domingo, julho 13, 2008

Saiu num artigo do New York Times

Lisbon Comes Alive

FOR its 99th birthday last year, the decrepit Fábrica Braço de Prata factory complex underwent the real estate equivalent of a Saul-to-Paul spiritual conversion.

A manufacturer of weapons during the dark years of dictatorship in Portugal, the long-disused facility was reborn as Lisbon’s most ambitious new cultural venue. Guns and grenades were replaced by concert rooms, exhibition spaces, a sprawling bookstore, a cinema, a restaurant and various bars.

When the metamorphosis was complete, only one potentially troubling question lingered: Would Lisbonfolk actually drag themselves to the city’s outskirts to visit an old industrial space with sinister associations and an unusually eclectic booking policy encompassing everything from electronic music to philosophical conferences to free-form jazz?

“It was a big risk,” said Michel de Roubaix, a resident artist who is the accordion-playing leader of a postmodern cabaret show at the center.

After all, this wasn’t a metropolis with a well-established avant-garde tradition like Paris or Berlin, but dowdy old Lisbon, a small Catholic city that is best known for inexpensive seafood meals, throwback cable cars and faded colonial architecture from Portugal’s long-vanished international empire.

But on a balmy night in March, the throngs filing into the complex made it clear that the city was more than ready for a bit of progressive bohemia in their remote corner of the Continent. Looking like the assembled listenership of some Portuguese version of National Public Radio, a buzzing crowd of tweedy academics, tattooed cool kids, bourgeois couples and bespectacled grad-student types fanned out to sample Fábrica Braço de Prata’s typically diverse offerings: a jazz combo, a reggae outfit, a Leonard Cohen documentary and a 1 a.m. after-party featuring D.J.’s and alternative bands.

“It’s creative in all areas — theater, art, music, dance,” Mr. de Roubaix said of the venue’s appeal, clearly pleased by its unexpected success. “There’s a fast turnover of events and shows that keeps the place very dynamic.”

The same could be said for 21st-century Lisbon.

Fábrica Braço de Prata’s transformation is emblematic of the city’s sudden cultural emergence. Like the factory, Portugal languished for much of the 20th century on Europe’s geographic and cultural margins. From the 1920s until the 1970s, a repressive dictatorship smothered the nation, sending the creative classes fleeing to London and Paris and severely stunting any potential arts scene. The economy also slumped. Once the center of a global trade empire, Portugal sunk into notoriety as Western Europe’s poorest nation.

As dust collected on Lisbon’s monuments — Roman theaters, Moorish edifices, Gothic churches, Baroque squares — the city became the Miss Havisham of Western Europe: a relic, forgotten and forlorn.

The last of the Western European capitals to experience a cultural bloom, Lisbon is avidly making up for lost time. All over the city, an upstart generation is laying waste to the sepia-toned stereotypes and gleefully constructing edgy and forward-looking ventures amid the time-worn monuments and quaint cobbled lanes.

“I remember being a kid and thinking, ‘Nothing happens in Lisbon. Why should we have to go abroad to see stuff happening and new stuff and to get inspired?’ “ said Nuno Pinho, 33, co-owner of a gallery called In-Cubo that opened last year. “Now there are so many things happening in Lisbon that you can’t get to everything — concerts, exhibitions.”

“It is not an old-fashioned city where the women still carry fish on their heads.”

A former antiques store, In-Cubo is devoted to graffiti and other contemporary urban art forms. Similar renovations are taking place throughout the neighborhood, Principe Real, where dilapidated buildings are filling with concept stores, galleries and boutiques. A short walk away, a formerly louche strip club called Cabaret Maxime has reopened as a much-ballyhooed new nightclub for the city’s most unusual and alternative bands and performance outfits. Throw in Lisbon’s new world-class art museum, the Berardo Collection Museum, and a nascent fashion scene, and you have Western Europe’s fastest-rising cultural center.

The future appears even brighter. Next year may see the much-awaited opening of MuDe, an eight-story museum of international fashion and design. Meanwhile, Norman Foster has been hired to construct a vast new development in Lisbon’s emerging design district, Santos , that will add even more cutting-edge shops and art spaces to the waterfront. The star architect Jean Nouvel, this year’s winner of the Pritzker Prize, is also slated to add his postmodern stamp to the Lisbon cityscape. His Alcântara-Mar project, if realized, will contain four sleek buildings of restaurants, cafes, boutiques, gardens and apartments.

And as the city’s cool factor has surged, so has its international profile. MTV Europe held its music awards in Lisbon in 2005. Last year, the influential London-based World Travel and Tourism Council held its annual convention there. If anything, the global spotlight seems likely to get even more intense thanks to a bevy of high-profile international festivals that have started in recent years, including the biennial ExperimentaDesign (next up in 2009) and the Lisbon Architecture Triennale (coming again in 2010).

On a balmy spring night, the gala 30th edition of Moda Lisboa, Lisbon’s twice-yearly fashion week, was in full swing. As a pulsating electronic-music beat filled the Estoril Casino ballroom, female models filed down a catwalk in futuristic black and gray garments suggesting haute-couture flight suits. Conceived by a young designer named Katty Xiomara, and known as “Metropolis,” the retro-futuristic collection owed a clear debt to Fritz Lang’s sci-fi film.

“In the beginning we didn’t have buyers, no fashion magazines, no journalists and only one modeling agency,” said Eduarda Abbondanza, the festival’s director, of the early editions of Moda Lisboa, in the 1990s. Next to her, Portuguese and Italian camera crews interviewed designers and local VIPs, many with champagne flutes and BlackBerrys in hand.

“Now we have fashion universities, and the world media is here,” she observed before shooting off a list of Portuguese designers now working senior positions in major international fashion houses: Balenciaga, Givenchy, Betsey Johnson.

For designers who have chosen to stay at home, the old lanes of the Bairro Alto and Chiado districts have become the choice spots for launching stores and showrooms.

By night, hipsters and young professionals fill the area’s myriad bars and D.J. lounges. By day, tranquillity resumes and savvy clotheshorses snap up locally made threads in boutiques like Ana Salazar and Alves/Gonçalves. Much of the best work imaginatively channels Portuguese history, geography or even literature into distinctive 21st-century garments.

“I’m from Madeira island, from the sun,” said Fátima Lopes, 43, the dark-eyed queen of Portuguese fashion, as she sat one afternoon in her eponymous Bairro Alto boutique. “I am used to wearing miniskirts and shorts. For me the body is nothing to hide.”

It’s hardly a surprising statement coming from a woman who in 2000 astonished Paris Fashion Week by mounting the runway in a self-designed bikini outfitted with about a million dollars’ worth of diamonds. (They were supplied by an Antwerp merchant.)

Similarly, a Latin warmth radiates throughout the angular, postmodern shop, whose bright orange and red walls hold all manner of colorful, finely cut and close-fitting clothing: slimly tailored gunmetal blue suits for men, long, low-cut red diva dresses for women. The Fátima Lopes woman, the designer said, “is strong and at the same time very feminine.”

As for fairy-tale waifs, coy Lolitas and escapees from the pages of “Wuthering Heights,” they flash their credit cards at Storytailors, certainly the most brilliantly strange new store to set up in Lisbon.

Opened in 2007 by the young design duo João Branco and Luis Sanchez, Storytailors isn’t so much a retail outlet as a cabinet of wonders where the ghosts of Lewis Carroll and the Brothers Grimm haunt the racks. The 18th-century warehouse brims with hoopskirts, corsets and elaborate lace getups adorned with richly patterned fabrics and kaleidoscopic colors.

sábado, julho 12, 2008

Liga dos últimos

Este é um país cheio de palhaços. Cheio de gente inculta com licenciaturas, de gente sem educação em berço de ouro.

É também o país da Liga dos Últimos, o país que amo. Não o digo porque me fazem rir estas pessoas, mas porque são os verdadeiros portugueses, um povo sem maldade nem manha.



sexta-feira, julho 11, 2008

Seems to me...

Estamos destinados a algo.

Não que eu acredite na definição popular de destino, ou de pré-destino. Ele é moldado por nós, através das nossas escolhas, das nossas atitudes perante desafios, pelos que temos ao nosso lado, etc.

Depois de ter passado um período de grande aprendizagem na minha vida, e a aprendizagem é uma forma bonita de dizer solidão e tristeza, decidi que não voltaria a passear pelos corredores que me levaram a esse quarto.

Talvez seja essa aprendizagem que nos leva a não nos aventurarmos por caminhos que outrora pareciam tão apetecíveis, mesmo carregando uma lâmina no pescoço. Ontem pela segunda vez em menos de um ano, decidi que não era este o caminho que eu quero para mim. Talvez se possa usar a palavra assustei-me, mas penso que não será a melhor. Assustar implica que alguém é surpreendido pelo desconhecido, pelo improvável e eu esperava e conheço perfeitamente onde isto vai dar.

Posso estar errado, mas parece-me que pouca gente pára para pensar no hoje, no agora. Esquecem-se de viver no presente, de desfrutar o momento. Não porque sejam idiotas, mas a inexistência factual do passado e a ignorância completa do futuro assusta a generalidade das pessoas.

Não é fácil viver sabendo que o passado não é hoje, não existe, já passou. Também não é fácil pensar que o futuro é um desconhecido, e que nele tal como no passado não podemos viver. Por isso as pessoas complicam as suas vidas, porque lhes resulta difícil ou mesmo impossível perceber que não vivendo o presente não se vive.

Acabam jogando com as suas vidas e com as que os rodeiam, magoando-se e magoando o próximo numa busca de um futuro melhor, assim como foi no passado, mas esquecem-se que sempre viveram o presente.

Fiquei com vontade de voltar em breve...





A ver se isto me passa depressa...

Quando Patrice era um bom musico

quarta-feira, julho 09, 2008

Mais palavras na parede, como é bom morar no centro

"En una sociedad que ha abolido toda aventura, la única aventura que resta es abolir la sociedad"

Pum Pum we can kill selfish Globalization



"Trademarks, intellectual property rights and copyright law"... "Fuck that. Any advert in a public space that gives you no choice whether you see it or not is yours. "

Palavras na parede...

"Queda estrictamente prohibido prohibir!"

O Bloco Central

Vivemos há 30 e tal anos numa partidocracia entre os lobbys ligados ao PSD e ao PS.

O país não está bem, mas também não está de rastos como muitos gostam de afirmar.

O que todos ou quase todos concordamos é que o país é governado por interesses, que não os da população. Por isso apelo aos portugueses que saibam ler entrelinhas. O que se vai passar daqui até às eleições será uma luta de poderes, onde quem mais se vender para ajudar a alguns sectores "essenciais" será o que melhores entrevistas e momentos marcantes visualizará nos meios de comunicação.

Aprendam a votar fora desse eixo central, que é um cancro do país. Há que acabar com a partidocracia, estejam atentos, e façam o melhor por vocês.

O tempo passa


Mas não nos esquecemos.

Pogo the Clown ou Carlos Cruz.

terça-feira, julho 08, 2008

Deparei-me com um novo...

Deparei-me com um novo período de decisões. O que é fantástico, é que o vejo de uma forma distinta dos anteriores períodos.

Para ser honesto vejo tudo de uma forma distinta, nem melhor nem pior, a perspectiva mudou, a forma de viver e de ver a vida também. Alguns podem refugiar-se em lugares comuns e frases feitas.

Decidi aceitar que não há uma relação directa com a idade, não estou sequer mais maduro, não me parece que seja nada disso.

Acho que vivo apaixonado pela minha vida, e apaixonei-me há pouco tempo loucamente pela minha existência, e quando nos apaixonamos vemos as coisas de uma outra forma, espero que esta paixão se transforme em amor para sempre.

Só depende das boas decisões que tome ao longo do tempo, a começar pelas que aí vêm.

Beijocas e abraços para todos.

P.S. Já estou de volta a Madrid.

P.S. 2 Vivo com um gajo um bocado estranho, porreiro mas estranho.

P.S.3 O Benfica continua a ter nesta consola a sua melhor oportunidade de jogar na Champions.

sábado, julho 05, 2008

Hoje no Musa a não perder...

Revolution








quinta-feira, julho 03, 2008

Amanhã há Musa!!!


Bora lá povo tudo para Carcavelos entrada pros 2 dias 10 Euros.

Por Lisboa

Hoje fui almoçar com o meu pai e com o meu irmão, e estando em Lisboa, aproveitei para fazer umas fotografias que necessito para um projecto que estou a preparar.

Quem aproveita para trabalhar deve aproveitar para desfrutar, e estive pelas ruas de Lisboa a passear, qual turista!!!

Das 14 às 0:00 perdido por aí, só apanhei o último eléctrico do o miradouro de Santa Lúcia até ao Largo do Camões. Aqui ficam algumas dessas fotos, espero que gostem.




























quarta-feira, julho 02, 2008

Sigur Ros


Viva España

terça-feira, julho 01, 2008

Justice - Stress

Mais uma...

Depois do FC Porto ter humilhado o Benfica e os seus lacaios no campo desportivo, no campo administrativo, chegou por fim mais uma vitória, agora no campo judicial.

Não comento mais sobre este caso, porque só não vê quem não quer...