Hoje acordei cantarolando uma outra canção, mas uma meia hora depois lembrei-me desta e creio que se adequa muito melhor ao meu estado de espírito.
"This is beginning to feel like the dawn of a loser forever"
domingo, julho 17, 2011
sexta-feira, julho 15, 2011
Perguntas erradas
Ao largo destes últimos meses, gostaria de poder dizer que tudo foi distinto. Não foi. Já nada é demasiado surpreendente, simplesmente mudam uns detalhes mas somos quem somos e também esse pormenor é intemporal.
Primeiro fiz as mesmas perguntas de sempre:
Uma em especial como um comboio da linha, ía e chegava...
Até que percebi que o problema era meu. Era eu quem não deixava aquela ideia seguir o seu caminho. Era eu que, por não ver o fim à história, ou não entender os últimos capítulos não entendia o seu fim.
Mas o fim não está aí. Nunca vai estar, esta história não termina aquí, porque é a minha e a minha aqui continua, e por isso aqui escrevo...
No fim, lambem-se as feridas, lembramo-nos dos bons momentos, entendemos os maus e não podemos arrepender-nos do passado, apenas de não ter aprendido com ele.
Primeiro fiz as mesmas perguntas de sempre:
Uma em especial como um comboio da linha, ía e chegava...
Is it right because you believe it's right or is it right because someone else has told you it is right?
Até que percebi que o problema era meu. Era eu quem não deixava aquela ideia seguir o seu caminho. Era eu que, por não ver o fim à história, ou não entender os últimos capítulos não entendia o seu fim.
Mas o fim não está aí. Nunca vai estar, esta história não termina aquí, porque é a minha e a minha aqui continua, e por isso aqui escrevo...
No fim, lambem-se as feridas, lembramo-nos dos bons momentos, entendemos os maus e não podemos arrepender-nos do passado, apenas de não ter aprendido com ele.
segunda-feira, julho 11, 2011
Fui ver uns concertos no Alive
Mas o que mais gostei foi o de Foals.
Aquí fica um video deles, mas aconselho a compra de uma entrada para ver um concerto desta banda, muito bons músicos, muita presença em palco e excelente repertório para apresentar em concerto, felizmente o som não prejudicou a performance, mas uma vez mais tivemos que assistir a uma merda de som no concerto dos TV on the Radio. Uma vergonha do caralho.
Aquí fica um video deles, mas aconselho a compra de uma entrada para ver um concerto desta banda, muito bons músicos, muita presença em palco e excelente repertório para apresentar em concerto, felizmente o som não prejudicou a performance, mas uma vez mais tivemos que assistir a uma merda de som no concerto dos TV on the Radio. Uma vergonha do caralho.
sexta-feira, julho 01, 2011
Só nos Pertence o Gesto que Fizemos
Só nos pertence o gesto que fizemos
não o fazê-lo como, iludida,
a divindade que em nós já trouxemos
supõe errada (e não) por convencida.
Porque o traçado nosso em breve cessa,
para que outro o recomece e não progrida;
que um gesto em ser gesto real se meça,
não está em nós fazê-lo, mas na Vida.
Assim o nada a sagra quando finda
porque o que é, só é o não ainda.
Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 1'
não o fazê-lo como, iludida,
a divindade que em nós já trouxemos
supõe errada (e não) por convencida.
Porque o traçado nosso em breve cessa,
para que outro o recomece e não progrida;
que um gesto em ser gesto real se meça,
não está em nós fazê-lo, mas na Vida.
Assim o nada a sagra quando finda
porque o que é, só é o não ainda.
Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 1'
A não perder
A música é um cover de Nina Simone do tema Don't let me be misunderstood dos The Animals.
Soneto de amor
Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma... Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.
Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.
E em duas bocas uma língua..., — unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.
Depois... — abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!
José Régio, in “Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa, Eugénio de Andrade”
Nem expressões, nem alma... Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.
Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.
E em duas bocas uma língua..., — unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.
Depois... — abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!
José Régio, in “Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa, Eugénio de Andrade”
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